A vila por um guardanapo

Território Livre - Naqueles tempos bárbaros, quando a vida do povo não valia um tostão furado, se houvesse tostão, um senhor de grandes terras precisou assegurar o trono, não as terras, que nem eram dele nem lá vivia. Eram sua posse por ter na cabeça uma espécie de coroa, que defendia a qualquer custo alheio. Como assegurar aquele símbolo de poder que mais parece hoje um guardanapo na cabeça? Era preciso ir para ao sacrifício. Não dele, claro, mas de toda população daquela vila ameaçada pela horda de bandidos. Preferível que o povo servisse de bucha de canhão. Mais vale os desgraçados atacados por bandidos do que o senhor perder o guardanapo da cabeça.

Então ficou decretado que o comandante da guarnição governista resistiria a qualquer custo, tentaria retardar, dificultar o avanço inimigo, mesmo sem forças para isso. O comandante era fiel capacho e tinha até recebido promessa de ser condecorado. Houve anúncio de reforços. As medalhinhas já soavam no peito. “Aguente firme, vamos derrotar a barbárie!” O comandante esperou e só via a bandidagem crescer por todo lado. Custou a compreender que era preciso fugir. “Tome uma posição e espere que vamos recuperar a vila”. Deu no pé, quando compreendeu que já havia feito o serviço de enganar a vila, mostrar a preocupação do senhor com o “seu” povo. Sem a cara pintada para a guerra ou o picadeiro, os palhaços se escondem. Procure aí um palhaço de cara limpa. Não encontrará um. Todos são cidadãos acima de qualquer suspeita. A população ficou de vez entregue à sanha de assassinos, ladrões, e toda malta da marginalidade. Nenhuma voz se levantou em sua defesa. Mais tarde, em grandes desfiles, o senhor ainda anunciava, com o infalível guardanapo na cabeça: “Ainda vamos recuperar nossa vila. Os cidadãos souberam se sacrificar pelo bem de nossas terras. Entrarei ainda vitorioso naquelas ruas com a glória dos libertadores no bolso”. E enquanto esperava o cumprimento de uma profecia que só interessava a ele, o povo da vila era massacrado e roubado, achacado, coagido, punido por lutar por sua própria terra, agora tomada pela marginalidade.

A Vila, onde todos trabalhavam – quer dizer nem todos – para sobreviver, virou uma terra de conivência e complacência com todos os crimes. A bandidagem dos estandartes vermelhos enchia os bolsos e as panças com o melhor, jogando a ossada e os restos para manter a população escrava.
Naqueles tempos bárbaros, a vida só servia mesmo para quem estava no poder, ou se amasiava para dele sobreviver. Vida dura que felizmente os tempos modernos, de democracia, extinguiram. Não é à toa que tantos rezam aos deuses encarnados para manter essa felicidade na Terra de Vera Cruz.

É NO DAY AFTER - DIA SEGUINTE - QUE SE CONHECE A CARA DAS PESSOAS. Enquanto alguns são queirozistas desde que nasceram mas assumem e não enganam ninguém sobre isso, outros se aproveitam para iludir pessoas, se passando por interessados por Maricá, quando na verdade o interesse é apenas eleitoreiro. Então desde que nosso site existe, incontáveis vezes vimos "sumir" no dia seguinte de eleições, montes de jornalecos, "entendidos" e similares que só existiram para aumentar o caos e a desinformação. Dessa forma, já tem escória queirozista ate iniciando "férias" hoje, pois não lhe interessa saber da M* que gerou. Portanto em respeito ao momento fúnebre em que Maricá vive, e como esse assunto com certeza ainda vai se entender muito, não estamos publicando mensagens excessivamente rancorosas nem as que possam aumentar mais ainda o caos da conexão Quaquá-Reicardismo. Obrigado pela atenção!

Fonte: Teritório Livre


Previous
Next Post »

3 comentários

Click here for comentários

ITAIPUAÇU SITE - MÍDIA LIVRE E OFICIAL DE NOTÍCIAS DE MARICÁ - O Itaipuaçu Site reserva o direito de não publicar comentários anônimos ou de conteúdo duvidoso. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a nossa opinião. ConversionConversion EmoticonEmoticon

Thanks for your comment