quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quaquá diz ser vítima de fogo amigo dentro do PT fluminense

A reação do prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), à denúncia de que contratou uma empresa por R$ 2,1 milhões, com recursos do município, para fazer sua segurança particular e da família expôs a luta interna dos petistas pelo comando do partido no Rio. Nesta quarta-feira, ao se defender, Quaquá disse ser vítima de fogo amigo. Atribuiu as acusações a um grupo de dirigentes do PT fluminense, que chama de “burocracia interna”, interessados em boicotar sua candidatura à presidência regional da sigla, em novembro. Do grupo, citou apenas o nome do vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice.

Ao se defender, Quaquá acusa o
vice-presidente nacional do PT. 

O Globo / Marcelo Carnaval
Em maio deste ano, Quaquá publicou no Diário Oficial de Maricá a contratação da Guepardo Vigilância e Segurança Empresarial Ltda para fornecer 24 homens armados para atendê-lo 24 horas por dia, como revelou O GLOBO nesta quarta-feira. O benefício se estendeu ao vice-prefeito, professor Marcos Ribeiro, também do PT. O prazo do contrato com a empresa é de um ano e 17 dias. No domingo, o jornal mostrou que Quaquá contratou 132 petistas para cargos de confiança na prefeitura.

— Essas denúncias têm uma origem: é do PT. É a disputa interna. Um grupo de burocratas do PT do Rio que tem se incomodado pelo fato de eu ser candidato à presidência estadual do PT — disse Quaquá.

No PT, o prefeito integra a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). Disputa poder com a deputada federal Benedita da Silva, que também é candidata à presidência do diretório regional e tem a simpatia do senador Lindbergh Farias, pré-candidato ao governo do Rio em 2014. Cantalice faz parte da CNB e apoia Benedita. O atual presidente, Jorge Florêncio, é o outro candidato, mas pertence a mesma corrente.

— Quem manda no PT hoje no Rio? É o Alberto Cantalice. O PT poderia ter ganho a prefeitura em Nova Iguaçu. Mas preferiu ser vice na chapa da (ex-prefeita) Sheila Gama (do PDT). Essa burocracia se apodera do partido. É gente que não tem voto, que não tem relação com a sociedade — disparou.

Para Quauá, o PT “não está mais presente no cotidiano da população”:

— O PT é um partido que se burocratizou demais. A maneira da esquerda brasileira de fazer política está ultrapassada. A militância e a direção do PT se encastelaram em cargos. O PT não está mais presente no cotidiano da população. Por isso, se burocratizou.

Benedita afirmou que Quaquá precisa responder às denúncias:

— Se ele está atribuindo a uma disputa interna, não é comigo. Não é o meu estilo, Quaquá me conhece. Prestei grandes serviços ao PT, indo para o sacrifício. Na política, ganhamos e perdemos. É a primeira vez que me coloco para ser presidente do PT. Pretendo ganhar e dar ao PT a oportunidade de renovação no Rio. Não desqualifico ninguém, nem quero atribuir os motivos apenas à disputa político-partidária. Nós, gestores públicos, somos figuras públicas. Temos de responder (às denúncias). Florêncio também cobrou explicações de Quaquá:

— Cabe a ele responder às denúncias com transparência e provar que é honesto. Isso não é uma briga partidária. É uma briga em uma corrente do PT. Mas se, dentro do PT, estão aceitando cargos na prefeitura de Maricá ou em qualquer outro lugar em troca de apoio, estamos construindo uma barbárie, o caminho da destruição.

Procurado pelo GLOBO, Cantalice não quis comentar o caso.

O prefeito defendeu a contratação de seguranças. Além do petista, a escolta particular fica também na casa de Quaquá e com o filho dele, de 14 anos.

— Quando eu acabo com um monopólio de uma empresa de ônibus e mexo com os interesses do tráfico de drogas que se instalou há anos no aeroporto de Maricá, faço isso em defesa da cidade — justificou Quaquá.

O petista reafirmou ontem que, em 2008, após vencer as eleições, pediu proteção à Secretaria estadual de Segurança Pública, que confirmou o pedido. Quaquá, porém, não recebeu a escolta porque não registrou as ameaças na delegacia, uma exigência da secretaria.

Quaquá disse ainda que requisitou pelo menos três vezes reforço na segurança à Polícia Militar, mas não obteve resposta. O prefeito, porém, não apresentou os ofícios para comprovar os pedidos. Procurada pelo GLOBO, a Polícia Militar não retornou as ligações.

Fonte: O Globo

3 comentários:

JOAQUIM BARBOSA disse...

É PREFEITO, A TUA BATATA TÁ ASSANDO, E VC VAI TER QUE LEVAR A ZEIDAN PARA COMÊ-LA. AGORA O BURACO É MAIS EMBAIXO.

Anônimo disse...

Que monopólio este impronunciável diz ter quebrado? Ainda continuo pegando apenas Amparo para me locomover na cidade. Kombis e Vans não contam, já que saem colados com os onibus.

Anônimo disse...

Nenhuma outra empresa quer meter seus veículos na buraqueira e no asfalto de 5a - só a Amparo. Ele chama isso de Monopólio.

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