quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pais e irmão de Stefanini Monken são presos em Maricá

Foram presos na manhã desta quarta-feira em Maricá, no Rio, os pais e o irmão da jovem Stefanini Monken da Conceição. Celso da Conceição, de 48 anos, Andrea Helena da Freitas Monken, de 37 anos e Wesdra Freitas Monken da Conceição tiveram a prisão temporária decretada pela 1ª Vara Criminal de Petrópolis.

O trio foi preso pela representação do Delegado da 105ª DP, Alexandre Ziehe, e com parecer favorável do Ministério Público. Segundo a investigação, há fortes contradições nos depoimentos prestados e há a necessidade da prisão para apurar eventual a participação dos três no homicídio. As investigações prosseguem. A prisão é de 30 dias renovável por mais 30 dias

As investigações do desaparecimento de Stefanini, tiveram uma reviravolta na última semana, quando um exame de DNA comprovou que um osso, um fêmur, encontrado no sítio onde a família morava, na Estrada da Saudade, pertencia à menina. Ela desapareceu em 2011, aos 18 anos de idade, quando ia para a escola. A partir do exame, a polícia passou a trabalhar o caso como homicídio.

A polícia corre agora contra o tempo para tentar encontrar o restante dos ossos da menina, já que apenas um deles foi achado. O tempo que já passou, quase três anos, e as condições do tempo, como a chuva e o local de muita vegetação, são dificultadores para encontrar onde Stefanini foi enterrada.

Segundo o delegado da 105ª, Alexandre Ziehe, o osso encontrado em setembro do ano passado estava meio enterrado e o restante visível e parcialmente roído, provavelmente por um cão. Na época, a amostra foi encaminhada para o Instituto de Pesquisas Forense da Polícia Civil para análise. Previamente, o perito da delegacia de Petrópolis afirmou que o osso encontrado era humado e de uma mulher e pelas características e tamanho, compatível com a altura de Stefanini, que tinha aproximadamente 1,77m e 68 quilos. Ainda no fim do ano passado, o laudo de análise da amostra foi “basicamente inconclusivo”, segundo o delegado. Atestava apenas de que era um osso humano e de uma mulher, o que o legista petropolitano já havia identificado.

O mistério foi desfeito pelo Diagnóstico de DNA da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A equipe levou uma amostra do osso encontrado para tentar identificar. Foi feito um DNA Mitocondrial, cujo resultado confirmou que o osso era mesmo de Stefanini.

O DNA mitocondrial se difere do material genético encontrado no núcleo das células não só em relação a localização, mas também na quantidade de moléculas por célula, tipo de herança exclusivamente materna. O resultado apontou que a mãe Andrea da Conceição e o “indivíduo pesquisado” (osso) eram relacionados de forma materna.

Por existir em múltiplas cópias, o DNA mitocondrial é especialmente útil em análises em que o DNA nuclear se encontra em quantidades pequenas, como as que são usualmente encontradas em cenas de crime.

Fonte: Tribuna de Petrópolis

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