terça-feira, 8 de março de 2016

MP aceita denuncia de vereador e vai investigar prefeito de Maricá

Na edição desta terça-feira (8) do jornal EXTRA, na coluna de Berenice Seara, o prefeito de Maricá e presidente regional do PT, Washington Quaquá, é o destaque.

Nos primeiros parágrafos, a colunista destaca uma rebelião deflagrada no diretório do Partido dos Trabalhadores de Nova Iguaçu, reduto eleitoral da deputada estadual Rosângela Zeidan (PT), mulher do prefeito de Maricá.

Furioso, Quaquá alega que parte do diretório do PT de Nova Iguaçu está tentando passar a perna no vereador Ferreirinha, que foi escolhido pré-candidato do partido para disputar a prefeitura do município em outubro.

Os dissidentes do partido farão uma reunião nesta terça-feira, onde pretendem aprovar a entrada do PT no governo de Nelson Bornier (PMDB) que é candidato a reeleição.

MP x Quaquá

Vereador Felipe Auni, autor da denúncia,
concede entrevista ao Jornal Extra
(Foto: Barão de Inohan)
Já em Maricá, ainda de acordo com o texto da colunista, o Ministério Público (MP) aceitou um pedido do vereador Felipe Auni (PSD) e abriu processo para apurar possível prática de improbidade administrativa do prefeito Quaquá. Auni alega que o petista descumpre a lei - já que não responde, desde setembro do ano passado, a uma série de requerimentos de informações.

Segundo a denúncia, nos quase 40 requerimentos enviados oficialmente à prefeitura, há dúvidas sobre os contratos e obras realizadas. O vereador também pede os nomes dos funcionários comissionados - com o controle de frequência. Porém, o prefeito, até agora, não atendeu às solicitações do legislador.

Reprise

O povo de Maricá já viu esse filme em 2012 na mesma câmara legislativa de Maricá, quando o então vereador Claudio Ramos (PDT) denunciou o prefeito Quaquá ao mesmo Ministério Público. Na época, Ramos tentou apresentar, oficialmente, na sessão legislativa, uma grave denúncia, cujo objeto descortinava a existência de uma quadrilha instalada dentro da Prefeitura de Maricá. No entanto, a sessão foi 'boicotada' pela base governista, que era maioria, e acabou não sendo realizada por falta de 'Quorum'.

Vereador Claudio Ramos denuncia
 "quadrilha" instalada na prefeitura
(Foto: Marcelo Bessa / Itaipuaçu Site)
Mesmo assim, com a anuência do presidente da casa, Luciano Rangel Junior, Claudio Ramos convocou a imprensa local e, de sua mesa, leu a íntegra da denúncia aos repórteres, jornalistas e populares ali presentes.

De acordo com o teor da denúncia do então vereador, uma quadrilha foi constituída dentro da prefeitura de Maricá formada por secretários do alto escalão, entre os quais, Marcos Ribeiro, da Secretaria de Educação e candidato a vice-prefeito, Paulo Delgado, da Secretaria de Obras, Maria Helena Alves Oliveira, então Secretaria de Administração e o prefeito Washington Quaquá (PT), o suposto "cabeça", com o objetivo de desviarem milhões de reais dos cofres públicos através de licitações fraudulentas utilizando documentos falsos, planilhas de custos e unidades adulteradas e beneficiando várias empresas de fachada sediadas no mesmo endereço, em Niterói, as quais apontavam o nome de Marcelo Chagas Viana como sendo sócio de todas elas.

Tais empresas foram premiadas pela ocorrência de corrupção ativa com pagamento de propina originária de diversos contratos públicos de obras, publicidade, sinalização e terceirização de mão de obra e estimava-se que a quadrilha já havia causado um "rombo" aproximado de R$ 35 milhões. Não obstante, a "quadrilha" ainda beneficiou as empresas de Marcelo Viana com contratos de exploração publicitária, por placas de arruamento, com duração de mais de vinte anos.

A denúncia foi encaminhada à promotora do Ministério Público, Dra. Renata Scarpa, e ao delegado titular da 82ª DP daquela época, Dr. José William de Medeiros. O vereador requisitou, junto à prefeitura, cópia de todos os processos licitatórios que beneficiaram as empresas referidas na denúncia, além de intimar todos os envolvidos no esquema a prestar esclarecimentos, bem como a requisição de quebra do sigilo fiscal e bancário das empresas, de seus sócios, dos secretários municipais e, principalmente, do prefeito da cidade e que, caso necessário, fosse requerida a expedição de prisão preventiva dos acusados para que as provas não fossem destruídas ou danificadas pelos integrantes da "suposta quadrilha".

Mas, ao que parece, nada aconteceu. Supostamente, a denúncia foi "engavetada" e, alguns meses depois o delegado foi "misteriosamente" transferido para outra comarca.

Confira, a seguir, a íntegra do vídeo referente a esta reportagem:




1 comentários:

Anônimo disse...

AH! AH! AGORA VAI, NÃO VAMOS VOLTAR ATRÁS E NEM TER MEDO DA QUADRILHA DO PT. FORA QUAQUÁ E SUA QUADRILHA, CADEIA NELES. BANDIDOS, CORRUPTOS, LADRÕES, ETC, ETC.

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