24 de fevereiro de 2018

Maricá: Morador encontra mico morto e é orientado a jogar o animal no lixo

Um mico foi encontrado morto por um morador na tarde desta sexta-feira no bairro Morada das Águias, distrito de Itaipuaçu, em Maricá.

Segundo relatos do próprio morador, preocupado com as últimas notícias relacionadas ao registro de mais uma morte causada por febre amarela no município, o mesmo, logo após se deparar com o animal morto, caído em frente ao seu portão de casa, ligou para o Corpo de Bombeiros a fim de se informar sobre os procedimentos que deveria fazer, neste caso. No entanto, em resposta, a corporação informou que não haveria condições de efetuar o resgate naquele momento, devido à chuva e falta de viaturas, e aconselhou-o a levar o animal para a base da guarda municipal ao lado do DPO do Barroco, que lá eles poderiam orientar melhor sobre os tais procedimentos. Acontece que, ainda de acordo com relatos do morador, ao chegar no local, verificou que não havia nenhum guarda e nem ninguém que pudesse orientá-lo. Em seguida, ligou novamente para os bombeiros e os mesmos aconselharam-no a botar o bicho numa caixa de papelão e jogar no lixo.

No início da semana, a Secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro divulgou o registro de mais uma morte por febre amarela no estado, dessa vez em Maricá. Porém, a Secretária Municipal de Saúde contestou a informação sobre o argumento de que a vítima não mora em Maricá.

Até o fechamento desta matéria, a prefeitura de Maricá não enviou nenhuma resposta sobre este caso.





17 de fevereiro de 2018

Guarda municipal tenta agredir jornalista

Segundo registro de ocorrência feito na delegacia de Maricá (82 DP), o jornalista do JOM e presidente do PSL Robson Giorno por pouco não foi agredido dentro da Secretaria de Segurança por um Guarda Municipal.

De acordo com o registro de ocorrência efetuado na última sexta-feira (16), ao ir no Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Maricá, o Jornalista do JOM Robson Giorno foi indagado sobre uma matéria publicada no veículo de informação. Ele diz que foi ameaçado e quase foi agredido por um guarda municipal que não teria gostado de uma publicação.

Segundo o depoimento de Robson Giorno na delegacia de Maricá, o guarda não só o ofendeu, mas partiu para a agressão, sendo contido por outros guardas e pelo subsecretário de segurança, que chegaram no local. Nesse momento, o jornalista para se defender das ameaças e dos xingamentos proferidos pelo GM, começou também a falar que a imprensa é livre, e que se ele não gostou da matéria, que o acionasse judicialmente.

Tentativa de censura

Não há, de forma alguma, que aceitar tamanha violação a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrendo qualquer restrição, como esculpido na Constituição. O Guarda Municipal em serviço dentro de uma repartição pública, ou qualquer outro, em seu ato, quis colocar a lei da mordaça, o que não pode de forma alguma ser aceita tanto pelos veículos de comunicação, como também pela população maricaense.

“Atos como esse, entre outros acontecimentos na cidade, só demonstram que a Secretaria de Segurança e Trânsito está sem controle, o que pode ser temeroso para todos nós. Esperamos que as autoridades conduzam o caso com imparcialidade e traga a população os esclarecimentos necessários, para não deixar resquícios de dúvidas que viveremos em uma cidade sem o direito à informação e ao livre manifesto.” Comentou Giorno.

O caso foi registrado na 82º DP e foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal de Maricá.

14 de fevereiro de 2018

Prefeitura de Maricá aumenta gasto com propaganda para R$ 18 MI este ano

A Prefeitura de Maricá, conforme matéria publicada pelo ITAIPUAÇU SITE em 23 de novembro de 2015, iniciou o aparelhamento de sua máquina de propaganda eleitoreira para as eleições municipais do ano seguinte. Segundo o jornal oficial do município (JOM), naquela ocasião, através da secretaria executiva de gestão do gabinete do prefeito (Washington Quaquá), foi assinado um contrato para prestação de serviços de publicidade e propaganda com a empresa Aretê Propaganda LTDA no valor anual inicial estimado em R$ 15 milhões.

Porém, em janeiro deste ano (2018), a prefeitura, através da secretaria geral de governo, alterou o contrato, acrescendo R$ 3 milhões, totalizando a despesa em R$ 18 milhões, extraídos anualmente dos cofres públicos em favor da ARETÊ PROPAGANDA LTDA.

Lembrar não custa nada

Em 2014, poucos dias antes das últimas eleições, no início do mês de outubro, a juíza da 55ª Zona Eleitoral, Dra. Criscia Curty de Freitas Lopes, determinou a busca e apreensão de todo material de campanha de candidatos na sede do comitê do Partido dos Trabalhadores (PT) em Maricá. Entre o grande material apreendido foram encontrados rádios com gravações da voz do prefeito fazendo propaganda eleitoral negativa em desfavor de candidatos adversários e também positiva em favor dos candidatos petistas. Vale lembrar que em 2013, a prefeitura contratou a Escola de Samba "Grande Rio" para desfilar no Carnaval com um samba-enredo sobre Maricá por R$ 4,5 milhões, também extraídos dos cofres públicos, sendo que R$ 1,5 milhão saiu da área de Infância e Juventude.

Quaquá, a então candidata Zeidan e a filha do ex-presidente Lula, Lurian
nos bastidores da Sapucaí durante o desfile da Grande

7 de fevereiro de 2018

Construção de Porto em Maricá está cada vez mais distante

Para proteger uma formação rochosa de valor histórico e relevância internacional, o Ministério Público Federal (MPF) rebateu o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) em processo para impedir intervenções de engenharia ou arquitetônicas nos Beachrocks de Jaconé, arrecifes que são patrimônio cultural e arqueológico na costa de Maricá (RJ). Em liminar, a 3ª Vara Federal de Niterói vedou a União, Estado do Rio e Município de Maricá de suprimirem, destruírem e descaracterizarem essas rochas, reportadas pelo naturalista Charles Darwin em viagem em 1832, e atendeu ao pedido pelo tombamento provisório daquela área.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve a liminar e julgará em breve o recurso do Estado e INEA, que alegam que não cabe ao Judiciário controlar as ações potencialmente poluidoras, apurar viabilidade ambiental e obediência às normas de licenciamento. Está em curso no INEA o licenciamento ambiental do Terminal da Ponta Negra (estaleiro e terminais de cargas sólidas e granéis líquidos), enquanto o IBAMA licencia o gasoduto da Rota 3 da Petrobras. Ambos foram projetados para aquela área.

Na ação, narra-se que o processo de tombamento estadual foi arquivado em 2015 por ordem do chefe de gabinete da Secretaria da Casa Civil sem ser submetido ao governador, como exige a lei. Um pedido de tombamento tinha partido do Museu Nacional, Instituto de Geociências da UFRJ e Universidade Federal Fluminense.

“O Estado do Rio e o INEA alegam que não se poderia impedir uma atividade econômica essencial ao desenvolvimento do Estado, quando as formações rochosas já estariam inteiramente protegidas pelo projeto”, afirmou a procuradora regional da República Maria Helena de Paula em nome do MPF na 2ª Região (RJ/ES). “Nenhum amparo merece essa pretensão. Estão sendo realizadas, na verdade, manobras jurídicas e políticas a fim de contornar as exigências da legislação ambiental, favorecendo a construção do empreendimento.”

Na apuração que deu origem à ação, professores especialistas da UFRJ destacaram graves discrepâncias entre os estudos do empreendedor, a realidade dos beachrocks e as informações prestadas ao INEA e relataram que o mapa apresentado pelo empreendedor está equivocado, com falsas informações dadas ao INEA no processo de licenciamento ambiental, o que induziu à sua aprovação com a afirmativa de que o patrimônio geológico não seria colocado em risco.

Beachrocks – Conhecidos como “rochas de praia”, “arenitos de praia” ou “arrecifes”, os Beachrocks são uma formação rochosa que aflora à beira-mar com o recuo das marés e fica mais nítida na maré baixa. Essas raras formações são remanescentes de praias do passado, registrando a variação das marés ao passar dos séculos e guardando a memória pré-histórica da ocupação humana.