Praça Municipal prestes a cair nas mãos de invasores

06/12/2011 - Itaipuaçu, Maricá - Ontem (5), por volta do meio-dia, a moradora do bairro Jardim Atlântico, Rose Castro, ex-presidente da associação de moradores daquela localidade, a AMAJF (Associação de Moradores da Avenida Jardel Filho), esteve na subprefeitura e entregou, em mãos, à própria subprefeita Ana Azevedo, um requerimento no qual solicita, entre outras providências, a limpeza da Praça Municipal Jardel Filho, localizada na esquina da rua 51 com a avenida 2 que, além de abandonada está sendo alvejada por "grileiros", segundo testemunhas do local, um casal num gol verde com placa de São Gonçalo, que a cercaram com moirões e arames farpados (vide foto).

Moradora entrega e protocola requerimento à Subprefeita
Nossa equipe de reportagem acompanhou a visita da moradora à subprefeitura e para nossa surpresa encontramos o prefeito Washington Quaquá que, naquele momento, passava por lá com sua comitiva e, imediatamente, foi abordado pela moradora que já havia feito, ao próprio, a mesma solicitação tempos atrás mas nenhuma providência foi tomada. Dessa vez, o Prefeito garantiu que até a próxima sexta-feira o terreno em questão, assim como os outros daquela região, estaria devidamente limpo e em processo de revitalização, autorizando e incumbindo a Subprefeita a realizar essa tarefa.

A história da Praça

     Durante a época da gestão de Ricardo Queiroz na prefeitura, a Praça era muito utilizada pela comunidade. Lá, realizavam-se vários eventos, dentre os quais a tradicional festa de Natal para as criancinhas do bairro. Naquele espaço, havia também um belo campinho de futebol e já houve até um estudo de um projeto para a construção de uma escola.
     Nessa época, a AMAJF, na qual Rose era presidente, contava com 200 famílias e a mesma cobria um extenso raio de ação que ia desde os moradores da rua 1 até a rua 66.
Em parceria com a prefeitura, a associação colocou 29 luminárias em suas proximidades, porém, todas foram compradas com recursos próprios e, sob condição, nos estabelecimentos indicados pelo Prefeito. Essa mesma condição imposta pela prefeitura, ocorreu quando iniciaram, logo a seguir, o manilhamento de oito ruas. Enfim, estava tudo indo de vento em popa quando, de repente, o então prefeito abandonou o barco deixando todos os moradores à deriva.
     Quando Quaquá assumiu a prefeitura em janeiro de 2009, foi procurado por Rose e o mesmo prometeu-lhe deixar a Praça "um brinco", entre outras promessas, entretanto até a data de hoje (5/12/2011) nada foi feito e durante esse período os moradores vizinhos têm mantido uma verdadeira guerra de disputa daquela área com os pretensos invasores, já denunciados pela moradora à ouvidoria da prefeitura, a qual  demonstrou-se inoperante diante desse fato grave.

Estamos acompanhando e aguardando.

Comentários

  1. Amaro Siqueira Barros ( ITAIPUAÇU)7 de dezembro de 2011 01:02

    Olha só que coincidência... Essa Sra tem muita sorte, Heim ? Na hora que ela vai cobrar da Prefeitura uma providência, aparece, espero que caído do céu, o responsável principal pelo problema, e espero eu, da solução, o Sr. PREFEITO QUAQUÁ! Como essa promessa do Prefeito foi documentada pela reportagem, acho que a PRAÇA JARDEL FILHO, devidamente capinada e limpa, será o presente de Natal daquela comunidade. Muito bem, Dona Rose Castro, isso é que é exemplo de cidadania! FELIZ NATAL PARA TODOS!!!

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  2. O referido alcaide deve ter levado um bom susto ao se deparar com a jovem em questão... Não é sempre que se vê gente assim reivindicando o que lhe pertence por direito. Saibam todos que ´fazer política é isso. O resto é tão somente "politicagem" do mais baixo nível... Acorda, Maricá!!! A camarilha já se movimenta para manter as bocas nas tetas públicas!! Assim nem a vaca aguenta!!

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  3. O prefeito não caiu do céu, levou foi um belo chute no traseiro do dono do inferno, pq estava querendo abrir concorrência!!!

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  4. A ameaça de invasão de praças públicas é uma coisa muito séria. Essa prática é muito comum em São Gonçalo. Pessoas incautas compram tais áreas de grileiros que depois desaparecem. O comprador constrói sua casa e um belo dia recebe a notícia de um oficial de justiça que a área é pública e que não cabe ação de usocapiao, devendo seus ocupantes desocupá-la pois será demolido o imóvel construído. Prejuízo para o comprador e lucro desonesto para o grileiro.

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