sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Polícia Federal divulga balanço da Operação Arreica


Quase R$ 20 mil reais, computadores, e outras provas de crimes eleitorais e formação de quadrilha foram apreendidas durante a Operação Arreica, deflagrada na manhã desta quinta-feira (27/09) pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro. De acordo com balanço da operação divulgado pela assessoria de comunicação da PF, ao todo foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão nas cidades de Silva Jardim, Araruama, Casemiro de Abreu e Campos. Prefeitos e vereadores estavam entre os investigados. 

De acordo com o boletim final da operação, um grupo criminoso formado por empresários, advogados e servidores públicos dos executivos e legislativos municipais praticava diversos delitos contra a administração pública com intuito de financiar campanhas eleitorais. Eles fraudavam licitações, dividiam os contratos de fornecimento e serviços nos municípios, e cada integrante-empresário contribuía na medida de seu quinhão para as campanhas políticas. 

Ainda segundo o boletim, servidores municipais agilizavam procedimentos para pagamentos às empresas do grupo. Havia um braço jurídico: advogados contratados, sem concurso, para defender os municípios e que cuidavam dos interesses das empresas e até atuavam em processos contra a fazenda pública municipal.

O grupo foi monitorado por quase um ano e ficou demonstrada movimentação de dinheiro para prática de financiamento irregular das campanhas políticas. Todo o material arrecadado passará por perícia com objetivo de nortear novas diligências.

Segundo o delegado da Polícia Federal de Macaé, que foi a responsável pelas apreensões na região, Elias Escobar, a operação teve o objetivo de desarticular a organização criminosa que vinha dilapidando os cofres públicos.

De acordo com o delegado, os mandados de busca e apreensão foram de coletas de provas e todo o material apreendido foi encaminhado para a Delegacia da PF, em Macaé.


1 comentários:

Fernando Ricardo disse...

Maricá é um MISTÉRIO. Processos na Justiça comum se arrastam, condenações eleitorais são reformadas pelo TRE, A Polícia Federal passa na porta, mas sempre segue em frente para outras cidades. O que está por trás de tanta impunidade? O chefete da quadrilha desanca o Ministério Público e agora, em comício para seus apaniguados, desceu o sarrafo nos policiais civis da 82ª DP de Maricá! MISTÉRIO!!!!
Aviso ao chefete: vê se me processa e não faz como no único processinho por injúria que, depois de 1 ano e meio, apesar de notificado 60 dias antes, não deu as caras na audiência. Frouxo!
rICARDO vIEIORA fERREIRA

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