O Hospital Público de Maricá parou

Enquanto o prefeito Washington Quaquá e sua digníssima primeira dama, segundo informações, deleitam-se, em Havana, entre tonéis de rum e charutos cubanos às custas do dinheiro público, o povo maricaense sofre.

Na semana passada, foi noticiado por alguns veículos locais de comunicação o início da arrumação de malas da Organização Social "Med Vida ", que até então, contratada pela prefeitura por R$ 21 milhões (R$ 4,2 milhões/ ano), gerenciou o único hospital público da cidade de Maricá. Hoje, sem médicos, enfermeiros, gases, gesso e água, após centenas de óbitos, o Conde Modesto Leal, que acabou sendo apelidado de "Portal da Morte", parou.

Trágico fim

O Hospital Municipal de Maricá é o retrato mais visível dos efeitos da corrupção e do descaso do poder público naquela cidade desde que o PT assumiu a Prefeitura em janeiro de 2009.

Logo que assumiu, o prefeito petista, conhecido como Quaquá, tratou de mandar importar pessoas ligadas ao ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, para assumirem algumas das principais secretarias, entre as quais, Maria Helena Alves Oliveira, de Nova Iguaçu, para  a Secretaria Executiva e de Finanças e Carlos Alberto Malta Carpi, ex-secretário de Saúde do município de Itaperuna, para ser o novo secretário de Saúde. Marcelo Sereno, ex-chefe de gabinete do ex-ministro Dirceu, também foi importado.

Maria Helena, especialista em finanças, caixa 2 e em licitações fraudulentas, dentro do esquema do PT, desde a época em que trabalhou para Amazonino Mendes na prefeitura de Manaus, tentou implantar em Maricá, assim como em Nova Iguaçu, para Lindberg Farias, o programa "Cidade Inteligente", no qual, além de, supostamente, levar conexão de internet veloz e gratuita à população, faria a interligação digital entre os órgãos administrativos municipais. Outrossim, este programa, embora federal, custou aos cofres públicos rios de dinheiro. Todavia, até hoje, a tal "internet da prefeitura" não funciona e a ex-secretária, após um cerco da Polícia que a convidou para depor sobre o caso de um remanejamento de R$ 160 milhões de uma certa manobra do prefeito com os vereadores durante o recesso parlamentar de julho de 2011, antevendo tempos sombrios pela frente, tratou de entregar o cargo e escafeder-se, Brasil afora.

Malta Carpi
Malta Carpi, exonerado da Prefeitura de Itaperuna por suspeita de ter causado um prejuízo ao Erário de lá na ordem de R$ 14 milhões, foi convidado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Maricá, sob forte influência e indicação do Deputado Federal Chico D'Ângelo (PT) e do ex-secretário de Obras de Maricá Arthur Billé, este, envolvido, junto com o prefeito Quaquá, em 2011, num suposto esquema fraudulento que teria ocasionado aos cofres públicos um rombo de aproximadamente R$ 15 milhões, supostamente desviados e transferidos para contas bancárias de servidores da Prefeitura. Desde então, com Malta Carpi à frente da pasta os problemas na Saúde do município têm se agravado acentuadamente com a falta de médicos nos Postos e nos Hospitais, de remédios e equipamentos adequados, levando à morte centenas de cidadãos.

Hoje, com salários atrasados há meses, médicos, enfermeiros e demais funcionários, resolveram encerrar suas atividades e os acidentados estão sendo encaminhados para os hospitais de outros municípios.


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