Câmara fraca e submissa inicia hoje o período legislativo em Maricá


Hoje (18), a partir das 16h, o poder legislativo maricaense inicia o primeiro período da nova legislatura. Pelo visto, os novos vereadores entrarão para a história como os mais fracos e submissos representantes eleitos para representar o povo na câmara municipal.

Alheios aos anseios da população, eles têm sido apenas meros espectadores das irregularidades que continuam acontecendo no executivo. Mas não se podia mesmo esperar coisa melhor de um poder que, apesar da relação harmônica com o executivo, teria que ser independente. Porém, ao invés de cumprir com seus verdadeiros papéis, os vereadores de Maricá não passarão de meros subordinados e marionetes do prefeito.

Na eleição para a escolha da mesa diretora da câmara, na verdade, quem escolheu a dedo os integrantes foi o próprio prefeito Washington Quaquá (PT), que aliás, em uma escabrosa negociata com a maioria dos vereadores conseguiu colocar na presidência um "braço direito" seu, o ex-líder do governo na câmara na gestão anterior, Fabiano Horta (PT).

Nepotismo, jogo sujo e audácia (o acordo)

Seguindo o curso natural, o vereador mais votado na última eleição, Aldair de Linda (PPL) seria o novo presidente da casa de leis. Entretanto, Quaquá, que, além de parecer não confiar nem um pouco no vereador campeão e temer pela sua inevitável cassação num futuro próximo, convenceu a maioria dos novos legisladores com oferecimentos de cargos às suas digníssimas esposas nas secretarias municipais. Fato é que, a própria esposa do atual presidente da câmara, Rosana Correia dos Santos Horta, é a titular da pasta na secretaria do Trabalho. Outra situação, também não menos vergonhosa, foi a nomeação da esposa do vereador Adelso Pereira, Shirlene de Barros Diniz, como secretária de Energia e Iluminação Pública. O ex-secretário e vereador Jorge Castor, recém remanejado para a Ouvidoria do município, desde a gestão passada tem sua esposa, Laura Maria Vieira da Costa, como secretária de Assistência Social. Marta de Mello Quinan, a secretária de Educação é esposa do ex- secretário e vereador, atual vice-prefeito Marcos Ribeiro, e assim por diante. Todas elas recebendo salário de R$ 12 mil.

Mas, será que essas mulheres teriam capacidade de administrar tais secretarias? De certo que a esposa do ex-vereador Jorge Castor, sim. Todavia, a do vereador Adelson Pereira cujos atributos profissionais estiveram sempre atrás de um balcão de vendas de uma loja de produtos agropecuários em Itaipuaçu, talvez não. Mas isso pouco importa, pois, na verdade quem manda e desmanda na iluminação pública da cidade continua sendo Adelso. E, convenhamos, são 12 mil a mais na conta todo mês.

Para os que não têm esposa ou por quaisquer outros motivos e interesses maiores, houve outros tipos de compensação, como por exemplo o vereador Chiquinho que ganhou a Upa para utilizar de 'cabide de emprego' para os seus eleitores. Sem contar o outro 'cabidão' que é a coleta de lixo, etc.

Diante dessa sujeirada toda, o povo de Maricá vai ficar sem pai, nem mãe. Os revoltados dirão: "O povo é burro! Votou neles, agora tem mais que se ferrar!" Mas talvez o povo nem tenha votado neles. Entretanto, esse é um outro capítulo...




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