Jacintho Luiz Caetano, 100 anos de história

Por Adilson Pereira - Da série "Dignidade tem preço?" - Capítulos 1 e 2 

Mais cedo postei que começaria a escrever sobre um livro que me presentearam. Chama-se: "Jacintho Luiz Caetano, 100 anos de história", escrito por sua filha, Maria do Amparo Caetano, na virada do século.

O livro chegou a mim após, um dia entre amigos, eu ter mostrado meu descontentamento com a atitude esquizofrênica de mandar retirar o busto de Jacintho Luiz Caetano do terminal rodoviário que leva seu nome. Como cristão, preferia que não houvesse busto, evitando a idolatria. Mas, os extremismos nunca são bem-vindos, por isso minha contrariedade a um ato tão imbecil quanto seus próprios idealizadores.

A peça literária é de muito bom gosto. Bem escrita, singela, repleta de belas histórias e fotos de época.

Maria do Amparo inicia seu trabalho nos dizendo: "Esta obra nasceu da necessidade de partilhar com as novas gerações da família e da nossa querida Maricá, a vida de um homem que, com seu esforço e trabalho, construiu e alavancou o progresso tanto de seus familiares quanto de sua cidade, com muita alegria, muito amor e, acima de tudo, muita dignidade".
O que virá a partir daí será um mar de descobertas. Teremos personagens surpreendentes que deixarão a todos de queixos caídos, assim como eu fiquei quando descobri certos laços familiares que nunca, eu disse NUNCA, deveriam ter permitido um ato tão covarde e indgno.
Convido a todos a acompanharem esta instigante história, repleta de coincidências(?) que deixariam até Judas Iscariotes ruborizado de tanta vergonha.
Para que não nos alonguemos por demais, e não tornemos a história cansativa aos olhos repletos de curiosidade, peço a compreensão de todos. Amanhã continuaremos nossa prosa sobre a bela e esclarecedora obra de Maria do Amparo Caetano.

Continuando nossa jornada literária, vamos à segunda parte dos “100 anos de história” de Jacintho Luiz Caetano, salientando que algumas das mudanças nos textos são meramente adaptações à nova ortografia, procurando preservar ao máximo sua singularidade.

Inicio esta fase com o depoimento de Ivan Farias de Castro (Msc): “A verdade que nos resta mostra Jacintho Luiz Caetano, ao longo de seus 86 anos, empreendendo, sempre tendo como objetivo beneficiar a sociedade, particularmente a faixa mais carente em sua cidade de Maricá”. Aqui, as infundadas acusações de 'classe dominante' cai por terra.

Na Introdução, a autora afirma: “Jacintho, homem sem escolaridade, mas formado pela Universidade Filosófica da Vida, com Mestrado em Sucessos e PhD em Números e Sabedoria”.

O auge de minha intromissão nesta história está nos capítulos 4 e 5. Mas, seguindo o cronograma, o primeiro capitulo mostra uma citação no Arquivo da Academia de Ciências e Letras de Maricá: “... Jacintho Luiz Caetano foi um dos filhos mais ilustres de Maricá... A escolaridade que não teve deu lugar a uma sábia filosofia de vida, adquirida na luta diária desde a mais tenra idade... No cotidiano da história é que se percebe a linearidade e perseverança deste homem em favor da terra que viu nascer... Sem orgulho e vaidades humanas, Jacintho Luiz Caetano, um homem simples e radicalmente bom, confundia-se com o povo que ao vê-lo passar, no silêncio respeitoso de seus corações, o admirava profundamente e reconhecia os generosos favores dele recebidos...”.
Aqui comecei a perceber uma ponta de inveja no coração dos que tomaram a covarde e imbecil atitude contra um inofensivo e silencioso busto. Aos covardes, a atitude se justifica, pois um busto de bronze até os incomoda, mas não reage.


Continua na próxima edição
Previous
Next Post »

6 comentários

Click here for comentários

ITAIPUAÇU SITE - MÍDIA LIVRE E OFICIAL DE NOTÍCIAS DE MARICÁ - O Itaipuaçu Site reserva o direito de não publicar comentários anônimos ou de conteúdo duvidoso. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a nossa opinião. ConversionConversion EmoticonEmoticon

Thanks for your comment