Jacintho Luiz Caetano, 100 anos de história - Parte 3

Por Adilson Pereira - Da série "Dignidade tem Preço?" - Capítulo 3

Olá, amigos! Estamos aqui para a continuação da série: “Dignidade tem Preço?”. O 3º capítulo da série histórica sobre Jacintho Luiz Caetano nos traz “o início de sua história” familiar. Um capítulo pequeno de palavras, mas rico em sua história.

Em 15 de agosto de 1900, às 11h, durante a celebração da missa solene na Matriz, nascia o 6º filho do casal Caetano Gonçalves e Amélia Leopoldina do Amparo, numa casa simples no bairro do Caju. Como Caetano Gonçalves era oriundo de Mataruna, no município de Araruama, passou a ser chamado de Caetano Gonçalves Mataruna. Dona Amélia era uma mulher morena, de estatura pequena, por isso chamada de “dona Miúda”. Ao menos o homem era do Caju e não precisava mentir descaradamente que pescava acará no rio Mumbuca.

Seu Caetano e dona Amélia, além de Jacintho, tiveram mais 10 filhos: Sebastiana (Tiana rezadeira), Carlos (eletricista), Dorothéia (Téa, doceira), Agrícola (Filhinha), Estácia (a abnegada), Cecília (madrinha de Maria), Herondino (tio Dino), Thomázia (tia Neném), Paulino (tio Joça) e Carmem (a enfermeira).

Ao final, temos as palavras de seu Júlio, cunhado de Jacintho: “... O homem nasce, vem a luz do dia, seus olhos percebem a claridade sem ter a noção clara dos acontecimentos. Assim nasceu Jacintho, no meio de uma família humilde, mas muito digna. Não era dotado de cultura, mas pronto para enfrentar uma vida de muito trabalho e sacrifício...”. O ciúme e a inveja de “alguns” tem sua origem aqui. Nem sua família, sua concubina, seus pseudoamigos, a bastardinha real, muito menos seu próprio irmão, sequer escreveram uma simples linha a respeito de suas peripécias esquizofrênicas. Sabem que não vale à pena o gasto de tinta.

No capítulo seguinte, que fala sobre “a história”, uma parte do depoimento de Dna Edorah começa a dar luz ao porquê de montar a Viação Nossa Sra do Amparo: “Estava sempre a frente do trabalho e dava conta de tudo. Saía cedo para o Rio de Janeiro e voltava à noitinha, sempre a negócio. Não com o conforto de agora – ponte, ônibus, boas estradas – nada disso. Foi assim que foi progredindo na vida...”. Faço questão de, no próximo episódio da série, descrever o capítulo “A história” na íntegra, pois dá a exata noção de como um menino pobre pode ser considerado rico... Rico de ideias... Rico de ideais... Rico de visão... Rico de vida! Pena que, outros que intitulam a si mesmos de “meninos pobres da Mumbuca”, ao invés de meninos pobres, mas ricos em essência e significância, sejam puramente “pobres meninos pobres”.


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