quinta-feira, 14 de março de 2013

"...após transitado em julgado."


Hélio Braga - Dia 13 de março de 2013 às 13:39 horas, sai a condenação com o pedido de cassação e inelegibilidade do defenestrável (im)Prefeito de Maricá em sentença proferida pela Juíza Juliane Mósso Beyruth de Freitas Guimarães.

Talvez por essa notável e cabalística conjunção numérica refletida nas data e hora - 13/03/2013 13:39 - registradas na publicação seja possível algo de esperança e alento na projeção de um amanhã liberto do jugo petista que acorrenta a cidade.

A recorrência do treze, para muitos símbolo de fortuna e bom agouro e para outros sinal demoníaco, deixa-me a incômoda sensação da pulga atrás da orelha. 

Nas palavras da citação no mais puro "jurisdiquês" do título acima, residem minhas interrogações mais renitentes.

Em que dimensão temporal dar-se-á esse "transitado"?Quais e quantos atores políticos irão contracenar no "julgado"? Que esperar de um contexto em que probidade e retidão mostram-se tão escassas quanto a transparência das togas? Que esperar dessa notória e contumaz rotina de fazer balcão de negócios - escusos quase sempre - toda e qualquer possibilidade de novos rumos em decisões a tomar nesse universo político?

Na imensidão desta cidade onde o azul e o verde se espalham na paisagem que nos ilumina os olhos a cada passo, a presença agressiva desse vermelho anacrônico que tem sido imposto pela estrela do eterno preconceito com tudo aquilo que representa o moderno pensar, o eficiente fazer ou o livre expressar das discordâncias é mancha indesejada que a propaganda oficial quer fazer indelével. 

Manipulação de indicadores sociais, distorção de investimentos e resultados, maquiagem de projetos inexequíveis e até mesmo inexistentes, desvio de valores e de insumos, tudo é parte viva do arsenal pinochiano desses vanguardistas do atraso que tomaram de assalto nosso país e que pouco a pouco a história se encarregará de desmascarar sem piedade.

Aqui, em  nosso paraíso à beira-mar que desejamos ver tratado com a seriedade e a dignidade merecidas, o cidadão comum que trabalha com sua fé otimista no amanhã, mesmo enfrentando as adversidades proporcionadas pela malversação dos eleitos, se pergunta incrédulo:
Até quando deverei esperar que a verdade seja revelada, sem engôdos, nesse tal transitado em julgado?

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