terça-feira, 19 de março de 2013

“Atos” e Assuntos Religiosos – Parte I

Adilson Pereira ; Segundo a World Book Encyclopedia, a religião tem sido uma das forças mais poderosas da história. Mas, o que realmente algumas religiões, ou denominações religiosas, têm pregado? O editorial do Chicago Tribune foi mais fundo na questão: “Todas as grandes religiões pregam a paz, a fraternidade e a misericórdia, mas algumas das repressões mais cruéis e mais intolerantes da história foram cometidas em nome de Deus”.
A história nos mostra como o nome de Deus tem sido usado em vão, por motivos nada nobres, com alguns se locupletando de uma das maiores necessidades do homem: livrar-se do sentimento de culpa.
O estado dividido e tendencioso de alguns direcionamentos religiosos mostra claramente que Deus não é o sustentador disso. A Bíblia é direta quando diz em 1 Cor. 14:33 que “Deus não é Deus de desordem, mas de paz”.  Ela também trata do assunto com a objetividade necessária quando diz que existe tanto a religião verdadeira, quanto a religião falsa: “Professam conhecer a Deus, mas negam-no com suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1:16).
Pode alguém usufruir paz verdadeira com seu próximo, ou segurança real, se os corretos padrões de moral não forem sustentados? Sem tais padrões, a mentira, o roubo, o adultério e práticas similares são corriqueiros. Que tipo de líderes certas denominações estão fornecendo ao mundo? Não à toa, Jesus sentenciou acerca dos líderes falsos religiosos de seus dias: “Deixai-os! São condutores cegos. Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mt 15:14).
Visto que muitos que se dizem “homens de Deus”, à frente de religiões espalhadas por todo o mundo, tem as prostituído em troca de ganho político, comercial e social. A Bíblia representa todos como sendo semelhantes a uma meretriz (Ap 17:1-6), e diz também que somente a adoração fundada na verdade, livre da hipocrisia, tem o apoio de Deus: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23).
A palavra de Deus também adverte que “um pouco de fermento leveda toda a massa” e que “as más companhias corrompem os bons costumes” (Gl 5:9 e 1Co 15:33). O aviso é mais contundente ao dizer: “O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei como meu sacerdócio; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4:6). Em Israel, os sacerdotes tinham dupla função: presidir o culto e instruir o povo segundo as normas da Aliança. O profeta Oséias os acusa de não instruir o povo, para que este multiplique suas faltas e ofereça mais sacrifícios para se livrar de seus pecados. Desse modo, os sacerdotes acabam lucrando às custas da ignorância do povo. Neste capítulo, o profeta também se dirige às autoridades e ao próprio povo, acusando-os de abandonarem o projeto de Deus para se prostituírem, adorando muito mais as riquezas e falsos ídolos que ao próprio Deus.
Diante disso, vemos a hipocrisia dominando o ambiente religioso de tal forma, que nem os apóstolos escaparam de duras repreensões referentes ao tema. Na carta escrita aos Gálatas, o apóstolo Paulo descreve um ato hipócrita do apóstolo Pedro (Gl 2:11-14). O fato é grave, pois o comportamento hipócrita de um chefe da Igreja causa divisões, esvazia o trabalho de evangelização, chegando até mesmo a desviar a comunidade do verdadeiro evangelho.
Enquanto nos depararmos com pseudolíderes religiosos, imbuídos na obtenção dos resultados provenientes da “Lei de Gerson”, passando por cima da legalidade e da moralidade, estaremos à mercê da ausência de um testemunho corajoso contra a idolatria, principalmente a idolatria de um poder político e socioeconômico absoluto e tirânico.
Aviso aos leitores, qualquer semelhança com Maricá é mera coincidência. O que precisamos mesmo saber é o porque de líderes religiosos aparecerem em Maricá, fugidos de sua congregação anterior por imoralidade sexual, sob a proteção de um papai poderoso nas entranhas da denominação religiosa a qual pertence. Mas isso é assunto para um futuro próximo...

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