domingo, 17 de março de 2013

O arrebatado de São Gonçalo


Adilson Pereira - Há alguns meses, tivemos a notícia sobre a vinda de mais um estrangeiro para a boquinha PeTista maricaense. Desta vez tratava-se de Miguel de Moraes Filho, derrotado como candidato a vice-prefeito na chapa de Adolph Konder, em São Gonçalo, vindo diretamente para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Maricá.
O mais novo integrante da turma da boquinha da "Ave do Mal" teve alguns relatos a seu respeito no Jornal BOCA LIVRE, nº 106, página 3, datado de 15 a 30 de outubro de 2011. O editor da matéria avalia a escolha Miguel de Moraes na "vitoriosa" candidatura de Adolpho Konder como SUICÍDIO POLÍTICO, afirmando que "membros da boquinha ganham da ética no Partido dos Trabalhadores”. O título da matéria foi: “ESCOLHA DE VICE NÃO AGRADA ALIADOS DE ADOLPHO KONDER”.
A matéria é bem direta e trata de assuntos que coincidem em 100% com nossa realidade: "O PT não tem nenhuma tradição política em São Gonçalo. Brigou até o fim para voltar ao governo e reassumir as suas boquinhas, o que mostra a incoerência de um partido mergulhado em escândalos em todos os níveis, de Quaquá a Palocci e José Dirceu. Miguel Moraes foi o cara que mais criticou a gestão de Aparecida Panisset, que aos berros nos palanques e na tribuna do legislativo atacava sem dó nem piedade Adolpho Konder, taxando-o de FORASTEIRO". E agora, quem é o FORASTEIRO, que busca em Maricá um empreguinho de cabide, para que possa colocar arroz e feijão na mesa?
A matéria é dura com Moraes: "A escolha do vice na chapa de Konder é um tiro no pé. É lamentável que essa pessoa, que não tem nenhum carisma e que não acrescenta absolutamente nada, possa ser escolhido para formar dobradinha com o sucessor de Panisset. É um fardo tão pesado que a sociedade gonçalense, bem como os aliados da prefeita e de Konder, estão condenando e repudiando essa aliança”.
            A reportagem não se limita apenas a comentários políticos, entrando na seara pessoal, como o moço costumava fazer com seus adversários: Esse moço, que é dono de uma Cooperativa e tem negócios com o Estado, conhecido como MIGUEL CASCA GROSSA, um abestado como dizem os nordestinos, foi escolhido porque o PT, como sempre ocorre, troca a ética, as ideias e ideais pelas boquinhas”.
É aquela velha história: Tudo que não serve para o PT, serve como moeda de troca. A edição jornalística parece noticiar algo sobre Maricá, tamanhas as coincidências descritas. A maneira como as coisas ocorrem nos porões naziPeTistas são impressionantemente idênticas em gênero, número e grau, independente do endereço dos acontecimentos.
Correlacionando alguns nomes ao caso, os aliados de Panisset no último pleito pareciam clamar por lucidez e dignidade na hora da escolha: “É o fim da picada! A população agora é que vai julgar. Isso é uma vergonha! Como aplaudiremos uma aliança espúria como essa? Navegar é preciso, mas na lama não! Assim, o barco afunda. Ainda bem que sabemos nadar. Será que a prefeita e Adolpho não olharam para o banco de reservas da Casa? Eugênio Abreu, Marcos Rodrigues, até mesmo Paiva e Marcos Costa são bem melhores que Miguel Moraes. Ainda bem que estamos no primeiro tempo e este jogo pode ser virado”.
O tempo acabou! As atitudes não foram revistas! O jogo não foi virado! O novo prefeito de São Gonçalo, punindo as atitudes nada nobres desta aliança, é Neilton Mulim. Aparecida Panisset tirou um tempo para respirar e tentar entender como pôde cometer um erro tão escabroso, digno de quem, na verdade, não queria eleger um sucessor. Konder sumiu na fumaça, e talvez na vergonha, na tentativa de colar os cacos de tão estapafúrdia decisão estratégica. Já Miguel de Moraes Filho, partiu para Maricá, afinal aqui o que não falta no reino de Washington é boquinha para os que não vivem o que pregam.
Dia desses, durante uma aula sobre um processo de transformação química chamado GTL (Gas to liquid), um aluno perguntou se poderíamos quimicamente transformar a essência das pessoas. Respondi que o equilíbrio das coisas, quimicamente falando, dá-se da maneira mais simples possível. É assim que a natureza age, com simplicidade até no que parece extremamente complexo aos olhos humanos. Porém, a essência humana é algo indecifrável, pois costumamos complicar aquilo que nos parece tão simples.
Caso resolvêssemos dar um passo atrás na cronologia humana, veríamos que os “alquimistas” tentaram transformar algo de pouco valor (metais pouco nobres) em algo de muito valor (ouro), em obediência aos pedidos reais, em tempos de mercantilismo. Os alquimistas contemporâneos se concentram na arte política, na tentativa de fazer com que estrume aparente o frescor do aroma campestre. Ao que tudo indica, a frustrada tentativa dos antigos colegas não serviu de exemplo. Sem saber o que fazer com o estrume fétido e podre sob seus cuidados, os alquimistas contemporâneos permanecem impotentes diante de tantos desvarios. A saída: Liofilizar tudo e vender como adubo. Talvez assim a humanidade seja premiada com o aumento da produção de alimentos, pois se liofilizarmos a essência de tão intenso lixo humano, teremos o mais puro extrato de pó de estrume da história da humanidade!  

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