Saúde de Maricá, a desfaçatez e o escárnio à vida humana



Por Adilson Pereira - Há exatos cinco anos, um projeto de poder era montado. Uma ilustração do desmedido desencontro entre o “dizer x fazer” de um pseudolíder, dizendo-se membro da pária indiano-mumbuquense, com picos de delírios esquizofrênicos persecutórios, comum aos inadimplentes da própria essência humana.
            Durante a fase de estruturação do referido projeto, algo nos chamou a atenção por sua inovação, mas surpreendente falta de vergonha e critério. A tentativa era de “sair de lugar algum e chegar a nenhum lugar”.
            O anunciado era um Programa de Governo que seria debatido e aprofundado por alunos de um curso de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas. Trinta e um profissionais da cidade, ditos engenheiros de ideias,  foram escolhidos com o rigor do dedo vermelho da revolução bolivariana.
            Os grupos de trabalho foram organizados para que as 30 metas do Programa de Governo do PT maricaense fossem aprofundadas. A busca pela excelência dos impávidos cretinos do apocalipse estava saindo do embrião da hipocrisia para o ilusório mundo de Forrest Gump.
            Dentre tantos, uma personagem importantíssima em todo este processo sai das sombras do anonimato e passa a ser pivô de todo um emaranhado de elocubrações Shakespeareanas, traçando um mapa do curso de vida entre a realidade e a dissimulação, entre o constrangimento da subserviência e o fervor da defesa ao indefensável, debruçada sobre temas como corrupção, mentira e desfaçatez à vida humana.
            A personagem em questão é a Dra. Janete Celano Valladão, atual secretária de saúde de Maricá.
            Para os desconhecedores do assunto, Dra. Janete era a “coordenadora” da tal pós-graduação, juntamente a Sady Bianchin, mais tarde exonerado por incompetência. Sady emprestou ao alcaide seu invejável currículo de “Doutor em Teatro e Sociedade”, acreditando que vossa excelência marrecal estava repleta de boas intenções. Pobre Sady!
            Ao contrário de Sady, Dra. Janete continuou controlando o leme dos privilegiados, formados pela pós-graduação dos sonhos. Seria de bom tom se a coordenadora nos revelasse por onde andam os tais engenheiros de ideias incumbidos de administrar nossa cidade com a eficiência e a eficácia adquiridas sob sua coordenação. Nos negamos a acreditar que uma pessoa no exercício de tão nobre função tenha feito parte de um plano vil e sombrio, locupletando-se dos sonhos alheios. Não... Janete Valladão não!
            Entre suas propostas estavam:
1.      Pronto Atendimento 24h nos Distritos: Implantação de 3 unidades de emergência no município, nos moldes da unidade de Itaipu, em Niterói, dotadas de atendimento de emergência 24h.
2.      Médico da Família e Programa de Saúde Comunitária: Implantação do PSF ao estilo cubano, sob supervisão deles, com médico atuando na comunidade, de residência em residência, com equipe de enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde, para também disseminar a pedagogia e a cultura da saúde. Para continuação do programa, jovens estudantes do ensino público maricaense seriam enviados para formação médica em Cuba. Depois de formados, atuariam como médicos em suas comunidades.
3.      Novo Hospital Conde Modesto Leal: Transforma-lo-ia num bom hospital, bem cuidado, bem equipado, que cuidasse bem, desse carinho e tratasse humanamente a população. Teria profissionais bem pagos, equipamentos básicos para prestar um bom atendimento, evitando a mortalidade e o sofrimento. Seria criado um anexo: o Hospital da Mulher e da Criança, oferecendo atendimento de qualidade aos pacientes.
Ah, secretária... Que decepção! Hoje o que vemos é a saúde sendo conduzida por microempresários de hambúrguer e cerveja nas madrugadas barulhentas, com o ardor das urinas fétidas nos muros incautos, e a nobre secretária se prestando ao papel de coadjuvante no triste e fúnebre final de vida dos que necessitam do nada saudável sistema de saúde maricaense.
            Em recente entrevista, a secretária fez questão de enfatizar que não tinha a menor ideia do que acontecia com a pasta recém assumida, dizendo-se surpresa com o estado em que encontrou o hospital Conde Modesto Leal e o periclitante quadro da saúde do município, afirmando: “Não sei porque chegou a esse ponto”.
            Com a fala tensa e dissonante com a seriedade e a sensatez que o momento exige, a secretária de saúde de Maricá estava completamente perdida em suas declarações, em total discordância com sua posição de gestora e responsável pela pasta em questão.
            O que mais nos impressiona é que a citada senhora, que sempre esteve ao lado do gestor principal do município, tendo figurado, inclusive, como membro do Conselho Municipal de Saúde, teve a insensatez de afirmar nada saber a respeito e estar surpresa e estupefata com a calamidade que se tornou a saúde pública municipal. Com médicos demitidos sem seu aval e sua total inoperância e inapetência diante dos fatos, levamo-nos a crer que Dra. Janete Celano Valladão representa um nada, dentro de um nada, ante a um nada, sem nada ter a fazer.
             
           

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