segunda-feira, 22 de julho de 2013

Maricá: Programa que levaria internet grátis à população não vinga e o dinheiro some

Nos meados de 2010 a Prefeitura de Maricá anunciou a implantação dos programas "Maricá cidade inteligente" e "e-cidade", os quais levariam conexão gratuita de internet à população. Para administrar este novo projeto, financiado pelo Governo Federal, após um conturbado período no comando da secretaria municipal de Finanças de Nova Iguaçu - RJ, durante a gestão do prefeito Lindbergh Farias (PT), chegava à cidade de Maricá, Maria Helena Alves Oliveira.

Especialista em Finanças e Direito Tributário e peça importante no esquema do mensaleiro José Dirceu para captação de royalties do Pré-Sal, Maria Helena foi enviada, na época, à cidade, para assumir pastas e áreas estratégicas (Fazenda, Executiva, TI, Controle Interno, RH e Administração) e, junto com o ex- chefe da Casa Civil do governo Lula, Marcelo Sereno e o ex-secretário de Saúde de Itaperuna -RJ, Carlos Alberto Malta Carpi, iniciaram um ambicioso esquema de corrupção jamais visto na história do município. 

Sem a menor cerimônia, a nova secretária colocou Flávio Consoline, seu velho conhecido dos esquemas de Nova Iguaçu, nas comissões para compras milionárias de pacotes de software, tornando-o, inclusive, subsecretário municipal de Tecnologia da Informação. Em Nova Iguaçu, Flavio Consoline foi gestor da empresa DSF, ligada à Maria Helena, segundo ação movida contra ela pelo vereador Marcelo Ramos, que havia descoberto todo o esquema.

Maria Helena, ao longo de sua administração em Maricá, foi responsável pela assinatura de vários contratos com suspeita de superfaturamento e favorecimento de empresas ligadas à ela, como o polêmico caso, na época, do escandaloso contrato firmado entre a prefeitura e a empresa LM Lumar para locação de veículos à prefeitura no vultoso valor de R$ 3 milhões. Além do contrato com a LM Lumar, um outro, envolvendo a compra de 700 aparelhos de ar condicionado da marca Eletrolux, no qual foram entregues aparelhos de outra marca com diferença de preço aquém daquele que foi contratado, detectou-se uma manobra suspeita de desvio de verba pública. 

Ao longo desse período, dezenas de escândalos rechearam as páginas dos veículos locais de comunicação. No início de junho de 2012, o então delegado da cidade, José William de Medeiros, enviou intimação à secretária Maria Helena, ao prefeito Quaquá e a nove vereadores para darem explicações sobre o remanejamento de uma verba orçamentária de cerca de R$ 160 milhões em julho de 2011, supostamente sob a égide da ilegalidade. Dias depois, a secretária exonerou-se e sumiu de cena. Pouco tempo depois o Delegado William foi transferido para outra delegacia e a questão caiu no esquecimento. Até hoje a maioria dos 11 pontos de conexão da prometida internet gratuita da Prefeitura ainda não funciona.

2 comentários:

Fernando Ricardo disse...

Esta propaganda impressa foi denunciada, juntamente com mais outras duas ao Ministério Público. Nelas estava escancarada a promoção pessoal de S. Excia. Quaquá. Foram instaurados 3 (três) inquéritos que deram causa a 3 (três) Ações de Improbidade Administrativa. S. Excia já foi condenada em uma delas a pagar 10 (dez) vezes seu salário, o que dá cerca de R$ 180 mil Reais.

Anônimo disse...

Por favor, coloque aspas (") quando digitar a expressão INTERNET GRATUITA. É igual ao SHOW GRATUITO. Gratuito o cacete! Quem é que trabalha de graça? Nem relógio! Sai é do nosso bolso! Além, de tudo, gostam de nos fazer de otário. Mas, eu já tô cansado de ser enganado...

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