sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Análise da luta – José Aldo x Chan-Sung Jung – UFC 163

No próximo sábado, acontecerá o UFC Rio 4, ou para o resto do mundo, o UFC 163, no Rio de Janeiro. Na luta principal, José Aldo defende o cinturão dos pesos-pena diante de Chan-Sung Jung. O brasileiro defende também uma invencibilidade de quase oito anos e quinze lutas. Nesse período, o manauara passou de desconhecido a astro do maior evento de MMA do mundo, sendo considerado o 4º melhor lutador do planeta. No próximo dia 3, ele tem a chance de escrever mais um capítulo na sua história e possivelmente ganhar a chance de lutar pelo cinturão dos leves.

Do outro lado do octógono estará o coreano mais querido do MMA atualmente. Jung, mais conhecido como “Zumbi Coreano” não luta há mais de um ano por conta de lesões e vem de três vitórias seguidas, a última delas uma impressionante exibição contra Dustin Poirier. Dono de um estilo nada ortodoxo, o asiático tentará surpreender o mundo diante de Aldo. Para isso terá que passar pelas habilidades do campeão e pela fanática torcida brasileira. Vale conferir.



Trocação:

A incrível joelhada em Swanson.
José Aldo é um dos strikers mais temidos do mundo. Não há como não apontar os low kicks como sua principal arma. Aldo também possui mãos potentes e uma defesa competente de ataques rivais. As antes surpreendentes joelhadas voadoras parecem ter perdido espaço no arsenal do brasileiro, depois que o mesmo conquistou o cinturão do WEC, há quase quatro anos, e passou a lutar sem se arriscar muito. O poder do manauara já deixou lutadores como Cub Swanson, Mike Brown e Chad Mendes com os corpos estirados no chão.

O nocaute relâmpago sobre Hominick.
Chan-Sung Jung venceu 3 das suas 16 lutas por nocaute. Possui um estilo único em pé, não tem mãos pesadas, mas compensa com boa absorção de golpes e variedade de ataques, quase sempre surpreendentes. Usa muitas joelhadas voadoras e ganchos. Nocauteou, em sete segundos, o perigoso Mark Hominick, que durou cinco rounds com Aldo e foi nocauteado pelo instável George Roop, com um chute alto. Costuma jogar com a guarda baixa, justamente o fato que o fez cair para Roop.


Quedas:

Edgar qeudou, mas não pôde manter
Aldo no chão.
JA: Com um jogo em pé de extrema categoria, Aldo dificilmente busca as quedas contra seus adversários, mas normalmente tem que se defender delas. Fez isso com sucesso diante de Frankie Edgar, Chad Mendes e Kenny Florian. É provável que não seja surpreendido pelo coreano. Caso seja quedado, como foi por Edgar, Aldo tende a levantar rapidamente, não dando tempo de seu adversário trabalhar o chão. Seus chutes baixos também ajudam a mantê-lo em pé, uma vez que minam a força das pernas de seus adversários.

CSJ: “Korean Zombie” tem um bom jogo de quedas. Seu estilo de luta em pé favorece suas quedas. A forma como “se joga” nas lutas, também. Derrubou o forte Poirier quando o mesmo ainda tinha gás para se defender. Não possui uma grande defesa de quedas, sendo provável que Aldo consiga derrubá-lo, caso queira. Por possuir um chão perigoso, é bem possível que tente quedar o brasileiro, porém a tarefa será dificílima.


Chão:

JA: Faixa-preta da Nova União, Aldo começou no jiu-jitsu, mas ao longo do tempo transformou-se num striker. Quando lutava de pano, teve tempo de ganhar um mundial na faixa-marrom em 2004. Tem apenas uma finalização na carreira. Possui um poderoso ground and pound, que acabou com Manny Gamburyan e Mike Brown. Se defende bem no chão, mas por sua velocidade e explosão, dificilmente fica travado no solo quando não quer.

O twister sobre García.
CSJ: Perigosíssimo nas finalizações, o coreano terminou oito lutas dessa forma. No chão, se movimenta bem tanto para atacar quanto para defender. O twister aplicado em Leonard Garcia entrou para a história do UFC e o triângulo de mão sobre Poirier o deu mais moral ainda no evento, uma vez que o americano estava bem próximo de uma chance pelo título.


Caminho para a vitória:

A contundência dos golpes foi
fundamental na vitória sobre Edgar.
JA: Utilizar sua técnica apurada para acertar o zumbi. Chutes altos serão uma boa alternativa, uma vez que o coreano não se preocupa muito com sua guarda. Os sempre efetivos low kicks podem fazer com que essa guarda desça ainda mais, proporcionando espaço para mãos, pés e joelhos, os quais não têm sido muito utilizados, principalmente no ar. Tem que cuidar apenas do gás, pois costuma cair de ritmo nos últimos dois rounds, justamente quando seu adversário chega ao ápice.

O giro de Jung cansou Poirier,
que foi finalizado no 4º round.
CSJ: Terá que usar toda sua coragem e não temer a potência única de Aldo. Caso consiga dar giro à luta, suas chances crescem, uma vez que o gás do brasileiro é, talvez, o seu único ponto fraco. Se sucumbir ao medo, é provável que trave diante dos fortes golpes do campeão e não consiga desenvolver suas habilidades, se tornando refém do ritmo aplicado pelo manauara.


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