Maricá: Suposta quadrilha, com o aval do prefeito, ataca opositores na internet

Mas afinal, quem são os tais 'Estamos Soldados' da prefeitura? Segundo informações, não é a Guarda Municipal. Trata-se de um grupo formado por pessoas contratadas pela Prefeitura de Maricá, em cargos comissionados, especializado em ataques virtuais, que tem por objetivo denegrir a imagem e a honra de opositores e, ao mesmo tempo, enaltecer o prefeito e suas ações no município.

O grupo, avalizado pelo prefeito e sob a égide da articulação política municipal, ganha bons salários com verba proveniente dos cofres públicos. A maior parte de seus membros não presta expediente na prefeitura e são oriundos de outros municípios, como Cabo Frio, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

O trabalho desses "soldados" consiste em ficar o dia inteiro conectado às redes sociais (Twitter e Facebook), atacando àqueles que denunciam as más ações do prefeito Washington Siqueira, vulgo de "Quaquá", do PT, no município. O ataque, segundo opinião de internautas, é de baixo nível e covarde, com pitadas de ameaça e xingamentos de palavreado chulo e de baixo calão.

O esquema, puramente eleitoral e estratégico, já vem sendo utilizado em algumas prefeituras petistas do território nacional. Um esquema similar foi, recentemente, denunciado pela Deputada Distrital Celina Leão, através de reportagem produzida pelo programa de TV, CQC, da Band. Neste caso, o suposto chefe da quadrilha é o próprio governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (Clique aqui e veja o vídeo com a reportagem) que teria contratado uma agência especializada em marketing para fazer todo o trabalho sujo.

No caso de Maricá, Quaquá, que intenciona ser eleito presidente estadual do PT e quer, a qualquer custo, eleger a sua mulher, Zeidan, como deputada estadual nas próximas eleições, foi bem mais sutil. Além dos "soldados", ele mantém esquema de pagamento junto a alguns jornais impressos de grande circulação na região metropolitana do Estado. O Jornal "O Dia", por exemplo, citado em várias edições do JOM (Jornal Oficial de Maricá) como recebedora, por serviços prestados, é um dos pontos importantes dessa rede. O esquema passou a ganhar maior relevância quando Quaquá extinguiu a Secretaria de Comunicação logo no início de sua nova gestão, em janeiro deste ano. Na época, questionado, justificou-se dizendo que "a secretaria não estava servindo para nada". Porém, sua ex-secretária, Alba Valéria, considerada por ele, segundo ela, sua amiga pessoal e pessoa de confiança, e que reside em São Gonçalo, foi contratada para trabalhar na redação do "O Dia". Lá, ela e sua equipe trabalham em prol da imagem e dos interesses eleitoreiros do prefeito de Maricá.

Há cerca de duas semanas, num caderno especial de domingo, o tal jornal publicou uma extensa reportagem sobre uma suposta revolução que o prefeito Quaquá estaria fazendo em Maricá, descrevendo maravilhas sobre obras e realizações no município. Além deste fato, por ocasião de uma audiência pública realizada em Maricá na semana passada, Quaquá afirmou que ele próprio estava escrevendo um artigo para ser publicado no jornal O Dia, cuja publicação ocorreu dias depois (clique aqui para conferir).

Esquema similar já vinha sendo utilizado por Quaquá e Cia desde 2011 com o jornal O Fluminense. Na época, a manobra foi descoberta pelo ITAIPUAÇU SITE. Confira a reportagem clicando aqui.

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