segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Traficantes da Reta Velha, em Itaboraí, abastecem o tráfico de armas e drogas em Maricá, segundo a polícia

De acordo com a polícia, os traficantes da Reta Velha, em Itaboraí, se fortalecem e já movimentam R$ 1 milhão por mês, abastecendo com armas e drogas a Região dos Lagos e cidades como Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Tanguá, Maricá e Nova Friburgo.


Um veículo da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que transportava 11 detentos do Fórum de Araruama para um complexo penitenciário no Rio passava pela BR-101, no trecho da Niterói-Manilha, quando foi surpreendido por 20 homens fortemente armados. Eles usaram carros e dois caminhões para fechar a pista. Com toucas, coletes e pelo menos dez fuzis, dispararam mais de 20 vezes na direção do veículo, deixando um agente penitenciário morto. Segundo a polícia, a ação, em junho, tinha como objetivo o resgate de um chefão do tráfico de um conjunto de favelas em Itaboraí, que virou ponto estratégico para a distribuição de drogas de uma das principais facções do Rio.

A Seap fazia o transporte de Lindomar de Oliveira Brant, o Dodô, preso desde 2004. Mesmo atrás das grades, ele dá as cartas no tráfico do conjunto de favelas da Reta Velha, com movimentação financeira de R$ 1 milhão por mês, de acordo com cadernos com a contabilidade apreendidos pelo 35º BPM, unidade que cuida do policiamento em Itaboraí. Segundo a polícia, um faturamento administrado por contadores formados, que explodiu graças a uma posição geográfica capaz de colocar uma favela de uma cidade da região metropolitana com apenas 220 mil habitantes na rota do tráfico no estado.

No acesso à Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), traficantes na Reta Velha têm contato direto com a facção que atua em São Paulo. E administram o “negócio” como uma espécie de firma, com filiais e representantes em outras cidades. De acordo com a polícia, a Reta Velha abastece com armas e entorpecentes a Região dos Lagos e cidades omo Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito, Tanguá, Maricá e Nova Friburgo.
Em Cachoeiras de Macacu, por exemplo, a 40 quilômetros da favela, os representantes eram os irmãos Jorge e Rogério Gomes Gandra, presos em maio pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que começou a investigar a Reta Velha desde o começo do ano passado, após a denúncia da existência de um cemitério clandestino onde seriam enterrados os condenados pelo tribunal do tráfico.

Quadrilha tem até ‘caixinha’

A firma, como os bandidos da Reta Velha se referem à quadrilha, impõe o pagamento semanal do tráfico para despesas dos chefões presos. Aliás, o acerto da “caixinha” virou motivo de desavenças entre traficantes das bocas de fumo na Reta Velha. De acordo com a polícia, Onofre da Silva Santos, o Orelha, gerente de uma boca de fumo, estaria se negando a pagar parte dos seus lucros.

É nesse cenário que entram os chamados “articuladores”. Com facilidade para se expressar, eles são os responsáveis para resolver conflitos desse tipo. A polícia identificou dois homens que exercem essa função na favela: Marlei Barros Castro e Juarez Nunes da Silva.

— Se alguém está chateado ou com algum problema, o articulador coloca panos quentes — explica o delegado Wellington Vieira, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

O tráfico da Reta Velha também possui “funcionários” com funções simples. É o caso, por exemplo, de Valdenir da Silva Lima, que tem mandado de prisão pendente por associação para o tráfico por atuar como distribuidor de chips telefônicos. E outros, com funções mais estratégicas. Como Franklin Michel Moura, o Cara de Cavalo, apontado pela investigação como o matador da quadrilha. A notoriedade dele virou estratégia de marketing na venda de drogas. A maconha passou a ser prensada no formato de um cavalo, em referência ao bandido.

Ele é apontado como o braço-direito de Robson Luiz Monteiro Martins, o Canela de Vidro, o chefão da Reta Velha nas ruas. Oriundo da Vila Cruzeiro, na Penha, ele assumiu essa condição após a prisão de Bruno Pacheco Lima, o Boldinho, capturado em 31 de agosto deste ano.



Fonte: Extra Online


1 comentários:

Anônimo disse...

é, como nesse domingo mais uma UPP foi iniciada no RJ, os moradores já podem esperar novos vizinhos, naturalmente munidos de seus instrumentos de trabalho (fuzil, pistola ou revólver)
como os comandantes de batalhão repetem o mantra "não são bandidos vindo das áreas pacificadas", nada muda na política (?) de segurança para a região metropolitana do estado
domingo até tinha algumas viaturas da PRFe PM paradas em alguns pontos da Ponte (PRF) e vias de Niterói e São Gonçalo fazendo policiamento ostensivo (novo nome dado a viatura parada com policial batendo papo)
que Deus nos ajude!!!

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