O triste fim de José Dirceu

Adilson Pereira - Em 1968, José Dirceu foi fotografado após ser preso no 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Ibiuna, interior de São Paulo. Um ano depois, foi solto em troca da libertação do embaixador americano Charles Burke Elbrick, no "câmbio bandido".

Em 2002, Dirceu assumiu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, quando estava em seu terceiro mandato como deputado federal.

Em 2005, foi demitido da Casa Civil após o escândalo do mensalão do PT vir à tona, voltando à atividade parlamentar. Foi cassado em dezembro do mesmo ano por envolvimento no mensalão, sendo acusado pelo Procurador Geral da República de "Chefe de Quadrilha".

Dirceu, antes visto como um dos mais valentes guerrilheiros, chegou a mudar sua seção eleitoral para votar longe dos holofotes da imprensa, dando mostras de extrema covardia frente à avaliação popular. Um triste fim de carreira para aquele que se apresentava como um lutador em defesa do povo.

Agora, aguardamos sua prisão após trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal por Corrupção Passiva e Formação de Quadrilha.

Por mais incrível que possa parecer, o meliante que não prestava para a ditadura militar, presta menos ainda para a democracia.

Sua liberdade, além de desrespeitosa às instituições legalmente estabelecidas, é uma afronta à ordem pública e à soberania nacional.

Quem sabe, na cadeia prestará para alguma coisa...

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