Prefeitura obriga alunos do Recanto a participar de promoção política na AMARI


Mais um ato irresponsável do presidente da AMARI (Associação de Moradores e Amigos do Recanto) e assessor comissionado da prefeitura atrelado à secretaria municipal de Assuntos Federativos, Ricardinho Netuno. Dessa vez, sob o pretexto de um projeto de inclusão social, usou os alunos da escola municipal João Monteiro para promover-se politicamente, enganando-os e usando a quadra da Associação dos Moradores como palco para o seu falso intento.

Ricardinho, de camisa social, retira computadores da ONG 
Em meados do ano passado Ricardinho retirou de uma ONG, denominada "Fábrica Verde", que tem o apoio do Governo do Estado e fica situada na favela do Complexo do Alemão, em Bonsucesso, no Rio, vários computadores e livros didáticos que foram doados pela comunidade local para projetos sociais. Os materiais, inicialmente, segundo ele, serviriam para a montagem de um Telecentro na AMARI.

Com a chegada dos equipamentos numa bela manhã ensolarada, Ricardinho, em nome da prefeitura, retirou os alunos de suas salas de aula e os levou até a quadra da Associação, onde promoveu uma espécie de solenidade para anunciar o seu projeto. A falsa cerimônia contou, além das crianças e a diretora a escola, com a presença de alguns conselheiros, políticos locais e até guardas municipais. Nesta ocasião, Ricardinho fez um discurso acalorado para as criancinhas prometendo montar um grande Telecentro e uma biblioteca para que elas pudessem usufruir quando quisessem. No entanto, para decepção geral dos alunos, os aparelhos nunca foram montados e acabaram esquecidos, trancados em uma sala suja e bagunçada. Os livros desapareceram. Segundo o próprio Ricardinho, eles foram doados a uma outra instituição.

Encenação: alunos prontos para ouvir uma falsa promessa
Percebendo todo aquele descaso e desperdício, Denise Marchon, uma das conselheiras da AMARI, acabou enviando os computadores para o Rotary, onde, já há algum tempo, funciona um Telecentro.

Aprendiz de politiqueiro

Ricardinho, além de presidente a AMARI, é dono de um bar na localidade e concorreu nas últimas eleições a uma vaga na Câmara de Vereadores pela coligação "Maricá meu Amor" do ex-prefeito Ricardo Queiroz, mas não obteve sucesso. Logo depois, em sua sede de poder, acabou sendo nomeado 'assessor especial' do secretário municipal de Assuntos Federativos, Fabiano Filho, passando a receber salário da prefeitura de R$ 7 mil mensais para trabalhar em projetos de melhoria urbana e de navegabilidade do Canal da Costa.

Ricardinho discursa para os alunos da escola João Monteiro
Durante todos esses meses, Ricardinho, que se autointitula líder político da localidade, usando a AMARI como escudo para suas peripécias políticas e promocionais, nada fez em prol da comunidade local e nem tampouco faz jus ao dinheiro que recebe proveniente dos cofres públicos. As três pontes que fazem a ligação de pedestres à praia sobre o Canal da Costa continuam em estado deplorável. A ponte que serve aos moradores do Condomínio Floresta do Elefante desabou e até agora nenhuma providência foi tomada.

Segundo o vice-presidente da AMARI, Jean Vilhena, a função de um presidente de uma associação além de administrá-la é também defender os interesses comunitários e não do prefeito.

Ricardinho assina parceria com a ONG
_Defendo também principalmente os interesses dos associados que contribuem mensalmente pela
manutenção de nossa associação e sou contra interesses políticos, religiosos e particulares dentro da AMARI. Membros da diretoria já pediram a saída dele mas o mesmo se recusa a sair. Uma de nossas diretoras possui uma lista de irregularidades de sua gestão, diz Jean.

Ainda segundo fatos recentes, Ricardinho e sua trupe tentaram se apossar da AMISTA (Associação de Moradores e Amigos de São Bento da Lagoa), tumultuando a última eleição, da qual em uma manobra sórdida conseguiram destituir do cargo o seu antigo presidente Roberto Almeida que possuía vários projetos sociais em curso para a comunidade do bairro. A disputa foi parar na justiça e hoje a AMISTA encontra-se abandonada, com o mato alto em seu entorno e as portas e janelas escancaradas por falta de manutenção.

Equipamento abandonado numa sala

Caiu de gaiata no navio: a diretora do João Monteiro discursa
Aonde foram parar os livros?
                           
Ricardinho e os enganados
                                               

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