quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Condenado foragido do mensalão, Pizzolato, é preso na Itália com documento falso

Pizzolato é detido na Itália portando passaporte em nome de seu irmão


De acordo com informações da Polícia Federal, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, de 61 anos, condenado no processo do mensalão e que estava foragido desde novembro, foi preso nesta terça-feira, em Maranello, na Itália.

Pizollato foi detido na casa de um sobrinho em uma cidade no Norte da Itália por crime de falsidade ideológica porque estava usando um passaporte falso em nome de seu irmão, Celso Pizollato, mas com a sua foto. O governo brasileiro vai dar início ao processo de extradição.

No dia 15 de novembro do ano passado, os agentes da Polícia Federal foram à casa do ex-diretor do Banco do Brasil para cumprir o mandado de prisão e não o encontraram. Depois, foi divulgada uma carta em que Pizzolato avisara que fugiu para Itália, onde, supostamente, buscaria um julgamento justo.

Inicialmente, a informação era de que Pizzolato teria ido de carro até a fronteira com o Paraguai, em uma viagem que teria durado 20 horas. Segundo relatos, ele atravessou a fronteira a pé, onde outro carro o aguardava para levá-lo a Buenos Aires. Da capital argentina, ele pegou um avião rumo à Itália. Depois, surgiu a história de que, na verdade, o ex-diretor do BB teria entrado na Europa pela França e seguido para a Itália.

Outra especulação era sobre a documentação com a qual ele teria entrado no país europeu. A informação era de que ele teria dito à embaixada da Argentina que perdeu o passaporte italiano e teria recebido uma autorização para voltar à Itália. Depois, surgiu a notícia de que, na verdade, Pizzolato teria tirado uma segunda via do documento em Madri, numa das viagens para visitar familiares. A incerteza sobre o documento usado pelo ex-diretor do banco para fugir ocorre porque ele e os outros condenados tiveram que entregar os passaporte para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, em regime fechado, por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. A multa é de R$ 1,3 milhão.

Pizzolato autorizou a liberação de R$ 73 milhões da Visanet para a DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, outro condenado no processo, sem garantias dos serviços contratados. Ele teria recebido cerca de R$ 300 mil em espécie.






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