Mineradora continua devastando o entorno da Lagoa Brava, em Maricá

Apesar da determinação da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural do Núcleo Niterói em atendimento à ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público que, em junho do ano passado, obteve liminar na Justiça para a suspensão imediata das atividades da Mineradora Santa Joana Ltda, que explorava a retirada de areia, aréola e turfa no município de Maricá, as atividades da mineradora no local continuam intensas e a pleno vapor.

Na época a ACP baseou-se em inquérito civil que reuniu diversas denúncias contra as atividades da mineradora. Conforme consta do relatório elaborado pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE), a mineradora explorava atividade de mineração em áreas não licenciadas, além de realizar a extração de saibro sem autorização.

De acordo com a petição inicial, o dano ambiental verificado já era de difícil reparação, e respaldado no risco de maiores prejuízos provocados ao meio ambiente, pela extração mineral com supressão de mata nativa, e assoreamento da lagoa brava.

De acordo com o Ministério Público, "esses danos impedem qualquer recuperação florestal espontânea, e atingem áreas determinadas como as áreas de preservação, conservação e proteção ambiental e de especial interesse turístico", ressaltou o Ministério Público.

No entanto, segundo uma bióloga de uma unidade do INEA, situada no bairro do Recanto, em Itaipuaçu, procurada pela nossa reportagem na tarde desta quinta-feira, o instituto desconhece tal determinação e informou que as atividades da mineradora estão em conformidade com a Legislação Ambiental, pois a área em questão está sendo devastada para fins de interesse público.

Nota do editor

Um outro técnico da unidade sugeriu que entrássemos em contato com a Diretoria de Licenciamento na Superintendência Regional, em Niterói, através do telefone 2717-4669, o que fizemos de imediato. Porém, o atendente, desprovido de informações sobre o assunto, propôs que ligássemos diretamente para o superintendente, Dr.Ramon Vicente, fornecendo-nos um outro número. Todavia, o mesmo não quis nos atender e nos foi sugerido mais um outro número, desta feita do Departamento de Comunicação. Em contato com a assessoria de imprensa, ninguém soube nos fornecer, de imediato, nenhuma informação. Assim que tivermos mais informações divulgaremos em uma nova reportagem.

Aves marinhas convivem com a devastação, diariamente
(Foto: Marcelo Bessa / Itaipuaçu Site)
Reportagem e fotos: Marcelo Bessa






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