Prefeito de Maricá debocha da Justiça

Reportagem :: Marcelo Bessa

O prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira (foto), vulgarmente conhecido como Quaquá, do PT, mais uma vez, no início da tarde desta segunda-feira (24), não compareceu à audiência de instrução na Vara Criminal de Maricá, onde ficaria, perante ao Juiz, cara a cara com o jornalista e ex-secretário municipal de transportes, Ricardo Vieira Ferreira.

A audiência já havia sido remarcada desde o último dia 18 a pedido dos advogados do prefeito que, naquela ocasião, segundo eles, encontrava-se fora do país, em viagem na França. No entanto, novamente, Quaquá não compareceu. De acordo com sua advogada, o prefeito, embora intimado, ainda não havia sido encontrado.

Audiência

As partes foram chamadas à sala de audiência da Vara Criminal por volta das 13h20. Logo de início, o Juiz de Direito, Dr. Felipe Carvalho Gonçalves de Silva, indagou à advogada do prefeito:

_ Cadê o réu?
_ O réu, a gente não conseguiu falar com ele, excelência. Inclusive, gostaríamos de solicitar um prazo maior... _ respondeu a advogada.
_ Doutora, só vou adiar a audiência mais uma vez. Se, na próxima, ele não comparecer, vou decretar o réu a revelia. Vou remarcar para daqui a dez dias, para não haver desculpas._ decidiu o magistrado, que remarcou a próxima audiência para o dia 3 de abril às 13h30.

Ação

A ação foi movida por Ricardo Vieira Ferreira, cuja parte autora é o Ministério Público, contra o prefeito Washington Quaquá por crimes de injúria, calúnia e difamação. Segundo os autos do processo, Quaquá, durante a solenidade de inauguração do Terminal Rodoviário de Itaipuaçu, no dia 31 de março de 2012, afirmou, perante um grande público, que o ex-secretário havia sido exonerado do seu governo porque favorecia a empresa de ônibus local, Viação Nossa Senhora do Amparo (confira a reportagem).

Os fatos

Na verdade, segundo fatos históricos, Ricardo Vieira Ferreira foi exonerado por não se alinhar a um suposto esquema de corrupção que estava se formando dentro do governo, no início daquela gestão, sob a batuta do próprio prefeito Quaquá e de Paulo Delgado, na época secretário executivo. Segundo as próprias palavras de Quaquá, "Ricardo Vieira Ferreira era incompatível com o seu governo".

Mais tarde, já em 2010, com Ricardo já fora do governo, assumiu como secretário do Desenvolvimento Econômico o assessor de Jose Dirceu, Marcelo Sereno. Maria Helena Alves Oliveira, também veio a mando do ex- ministro Dirceu e assumiu a secretaria de Administração. Paulo Delgado foi para a secretaria de Obras.

Nessa época, o ex-subsecretário municipal de Meio Ambiente, Tiago Rangel, descobriu notas fiscais de compra de materiais de construção em nome de uma empresa de auto-peças de Niterói, entre outras supostas falcatruas, dentro da Secretaria de Obras, o que o originou a produzir um "dossiê" cujas provas levaram alguns vereadores à abertura de uma CPI na Câmara Municipal a fim de que tais fatos fossem investigados. Porém, "fatos estranhos" acabaram por esvaziar a CPI. Em um deles, o então presidente da comissão de justiça da câmara, vereador Caiu Motorista, acabou se afastando da casa para assumir a secretaria de esportes, na prefeitura. Por causa dessas suspeitas, inclusive, o vice-prefeito Uilton Viana pediu licença do cargo.

Desde então, Ricardo Vieira Ferreira tem sido uma pedra no sapato do prefeito Washington Quaquá e o vem denunciando, frequentemente e impiedosamente, sempre abalizado em provas documentais, junto ao Ministério Público.






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