Desperdício pede carona em Maricá

Prefeitura de Maricá investe R$ 10,5 milhões em ônibus, mas parte da frota está parada ha 1 ano.


A partida dos ônibus da Empresa Pública de Transportes de Maricá está atrasada. Há mais de um ano. Anunciada em julho de 2013, ao custo de R$ 10,5 milhões, a compra de 25 ônibus era a promessa de mais opções de transporte para os moradores da cidade. Os primeiros veículos entrariam em circulação na segunda quinzena de agosto do ano passado. Em junho, o prazo foi renovado para agosto deste ano, mas continuou não sendo cumprido.

Veículos comprados pela prefeitura ficam parados num
terreno na RJ-106 (Foto: Paulo Nicolella / Extra)

No terreno, às margens da RJ-106, não há cobertura. Os ônibus ficam expostos a sol e chuva. Também não há vigias no local, que tem partes do muro quebradas, facilitando o acesso. A única vez em que os moradores viram os ônibus vermelhos circulando foi no desfile promovido pela prefeitura, com a participação do prefeito Washington Quaquá.

A linha, que seria operada diretamente pela administração municipal, ligaria o Recanto de Itaipuaçu até Jaconé, em Ponta Negra, unindo os extremos da cidade. A promessa era de que a passagem custaria R$ 2 no início e cairia R$ 0,50 a cada ano. Neste cronograma, a tarifa seria zero em 2017.

Apesar da tarifa reduzida, os veículos não são de segunda linha: todos têm ar condicionado, acomodam pelo menos 38 pessoas sentadas e têm até internet wifi gratuita, além de acessibilidade a deficientes físicos.

Atualmente, o concurso para a EPT está na segunda convocação. Estão sendo admitidos motoristas e outros profissionais. Mas ninguém pegou no volante.

Ônibus ainda em dezembro

Para a Prefeitura de Maricá, há esperança de os ônibus encontrarem um rumo. A promessa é que, dos 25, dez ônibus comecem a circular até o fim do ano e outros três fiquem como reserva.

Em junho do ano passado, a prefeitura anunciou o projeto no valor de R$ 10,5 milhões, por licitação. Hoje, o órgão afirma que já gastou R$ 4,8 milhões até o momento. Ainda de acordo com a prefeitura, os veículos, de alumínio, não sofrem corrosão e podem ficar expostos.

Com o atraso, a prefeitura garante que os ônibus já começarão a circular com “tarifa zero”, e explica a demora: “o atraso se deve às pressões das empresas de ônibus no sentido de inviabilizar o funcionamento da empresa municipal. Para se ter uma ideia, o registro da empresa no sindicato patronal, um direito legal, foi negado à prefeitura pela entidade. Esse e outros entraves obrigaram a prefeitura a rever o modelo de funcionamento do sistema”.

Extra





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