terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Prefeitura de Maricá eleva orçamento do novo hospital em quase 300%

A população de Maricá e de toda a Região Metropolitana precisará esperar por mais tempo para ter atendimento no tão esperado novo hospital, a ser construído no Flamengo. Uma das principais promessas da campanha de reeleição do prefeito Washington Quaquá, o Hospital Municipal Doutor Ernesto Che Guevara ainda não saiu do papel após dois anos reeleito, muito provavelmente por conta de ajustes no projeto que elevaram o valor de construção, pulando de R$ 16 milhões para R$ 60 milhões, um aumento de 275%.

De acordo com a prefeitura, todo o projeto precisará ser refeito. Inicialmente, o hospital teria 10 leitos de UTI (totalizando 76 vagas), 19 enfermarias (com três leitos cada), seis salas de observação para adultos e mais três alas de observação para pediatria.

Enquanto isso, o atual hospital, Conde Modesto Leal, há mais de três anos é administrado por uma Organização Social, fato que foi aguardado pela população como uma melhoria na gestão, mas que, com o passar dos anos, se mostrou sem efeito.

A Prefeitura de Maricá alega que vários fatores levaram ao atraso no início das obras do novo hospital. O principal deles é, justamente, a tramitação diferenciada de projetos de unidades hospitalares, cujas normas de elaboração, implementação e execução diferem das demais iniciativas. A Secretaria municipal de Saúde também reavaliou o modelo apresentado inicialmente e decidiu realizar uma série de alterações antecipando-se às recomendações que seriam encaminhadas pela Vigilância Sanitária estadual. Com isso, todo o projeto acabou sendo refeito e os custos ultrapassaram bastante o valor inicial de R$ 16 milhões. Atualmente, a prefeitura tenta viabilizar uma elevação do teto do financiamento federal de forma a reduzir o impacto orçamentário de sua contrapartida causado por uma obra de aproximadamente R$ 60 milhões. No entanto, a prefeitura não detalhou as alterações no projeto que levaram o valor da obra a aumentar em quatro vezes.

O novo hospital, evidentemente, vai concentrar a maior parte dos atendimentos - principalmente por traumas decorrentes de acidentes de trânsito, hoje a principal pressão de demanda sobre o Conde Modesto Leal. A nova unidade será aparelhada para atender à demanda não só gerada por um município de 135 mil habitantes (segundo o IBGE), como de regiões próximas. Após a sua entrada em operação, o Hospital Municipal Conde Modesto Leal continuará a fazer atendimentos, possivelmente de menor complexidade. A prefeitura não divulgou prazos para início e conclusão da obra.

RECLAMAÇÕES

Nas redes sociais a população da cidade se queixa, e muito, do único hospital. A principal se relaciona à falta de médicos e a diagnosticação dos pacientes sem exames. O tempo de espera por atendimento completa a lista das reclamações.

A Tribuna
Texto: Aline Balbino





3 comentários:

Anônimo disse...

Na minha opinião deveriam mudar o nome do hospital Conde Modesto Leal para Che Guevara. Esse guerrilheiro comandou o presídio cubano, após a revolução que levou Fidel ao poder, ordenando e executando pessoalmente centenas de presos políticos. Nada mais natural que homenageá-lo dando seu nome a esse hospital de Maricá onde as pessoas entram vivas e saem mortas.

JORGE LUIS VIDAL disse...

ESTE HOSPITAL NÃO SAI, IRÃO USÁ-LO PARA FAZER CAMPANHA PARA 2016, INICIARÃO A TERRAPLANAGEM E FICARÃO SÓ NISTO, PARA ENGANAR A POPULAÇÃO, COMO FIZERAM AGORA NA ELEIÇÃO DA ZEIDAN E DO FABIANO HORTA, PARARAM TODAS AS OBRAS E SÓ OLHAR TODOS OS BAIRROS, TUDO PARADO, OU QUASE PARADOS.

Anônimo disse...

E se este sair do papel, alguém por um acaso acredita que será diferente do conde modesto? ??? OH, MEU DEUS, mais que povo bobinho, adoram acreditar em promessas de "grandes desgovernantes" que nosso país tem, por favor !!

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