"Coronel de Maricá" quer anular contrato da CEDAE. Vem aí: mais um "cabidão"?

Marcelo Bessa | Editorial - Há poucos dias, através de uma postagem numa rede social, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, pediu a internautas que o ajudassem a anular o contrato de concessão do município com a CEDAE. Para isso, sugeriu que todos procurassem o Ministério Público para denunciar um suposto descaso da empresa.

"Me ajudem a tirar a CEDAE e a colocar o município responsável pela água e esgoto, que também está matando nossos rios e lagoas. Peço a todos os moradores que procurem o MP (Ministério Público) e denunciem o descaso da CEDAE com o nosso povo. Isso ajudará para que a prefeitura anule o contrato de concessão e possa resolver o problema da água e do esgoto do nosso município porque enquanto estiver com a CEDAE nada posso fazer", disse o prefeito.

De acordo com fatos, Quaquá, que está prefeito em Maricá desde 2009, ainda não cumpriu nem metade de suas promessas de campanha listadas em uma cartilha do seu partido, PT. Por outro lado, mantém cerca de dois mil cabos eleitorais na prefeitura em cargos comissionados diversos. Além disso, problemas na administração e em áreas vitais vêm se agravando drasticamente desde então, como por exemplo a Saúde, principalmente o sucateado Hospital Municipal Conde Modesto Leal, onde já ocorreram muitas mortes por descaso, negligência, falta de higiene e erro médico. Aliás, uma de suas promessas nessa área foi a construção de um novo hospital às margens da RJ-106. No entanto, tal promessa não passou de uma estratégica "jogada eleitoreira". O projeto foi abandonado e o terreno, preparado para sua construção, atualmente serve de pasto para animais.

Recentemente, Quaquá criou uma autarquia pública denominada EPT (Empresa Pública de Transportes), financiada com dinheiro público, cujo escritório funciona numa salinha improvisada no pequeno prédio onde funciona a base operacional da Defesa Civil. De acordo com o JOM (Jornal Oficial de Maricá) a EPT tem 171 funcionários e um custo mensal de quase R$ 1 milhão.

Assim, como no tempo dos coronéis, Quaquá governa a cidade como um senhor feudal absoluto, mandando e desmandando, oferecendo migalhas e ludibriando o povo com mentiras e falsas promessas. A maioria dos vereadores, incompetentes e ladinos, se tornaram meras peças decorativas de uma câmara legislativa sem nenhuma função. Conforme é sabido por todos na cidade, nenhum deles fiscaliza o prefeito. Eles apenas seguem ordens e votam conforme as determinações do executivo.

Nas últimas eleições, utilizando-se de muito dinheiro, o prefeito conseguiu eleger sua mulher a deputada estadual e seu braço direito na câmara, a deputado federal. Hoje, o povo sofre com a falta de coleta de lixo, hospital decente, iluminação pública, segurança e outros serviços essenciais.

Na terra do ganancioso "coronel Quaquá", o povo, comprado e desiludido, agora sofre arrependido.






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