segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Repórter é covardemente agredido no centro de Maricá

Um dos mais antigos e conhecido repórter da imprensa maricaense, Mauro Luis, foi agredido covardemente na madrugada desta sexta-feira (09). Ele foi abordado por um grupo de jovens ao sair sozinho de um bar, em frente à Igreja Nossa Senhora do Amparo, no centro de Maricá.

Um dos jovens, identificado como Ramon, ou Ramonzito, desferiu-lhe vários socos. Ao cair, Mauro bateu com a cabeça no chão e ficou, por alguns instantes, desacordado. Segundo informações, Ramon teria chutado por duas vezes o rosto do repórter e supostamente roubado o seu aparelho celular.

Mauro Luis é atendido e leva pontos
na cabeça (Foto: Maricá Info)
Socorrido, Mauro foi levado para o Hospital Conde Modesto Leal onde levou vários pontos na cabeça e cuidou de ferimentos no rosto e no braço. Ele está de repouso e passa bem.

As imagens da agressão já estão com o Delegado Titular da 82º DP (Maricá), Dr. Julio Cesar Mulatinho, que irá abrir inquérito investigativo para punir os agressores.

Mauro Luis atua há mais de 20 anos como repórter na cidade. Já passou por emissoras de rádio entre os quais a extinta Rádio Vitória, e mídias locais como a TVC (TV Copacabana) e o website Lei Seca Maricá. Atualmente, Mauro integra a equipe de reportagem do jornal virtual Maricá Info.

(Edição do Itaipuaçu Site com informações e fotos do Maricá Info)

NOTA DE REPÚDIO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

Trabalhar na imprensa é quase um ritual. Como dizemos no nosso jargão "uma verdadeira cachaça", principalmente para aqueles que vem de longa jornada com Mauro Luis, covardemente agredido na madrugada de sexta feira no centro de Maricá.

Recentemente tivemos um gravíssimo ato contra o jornalismo mundial, quando terroristas atacaram a sede do jornal francês CHARLIE HEBDO matando 12 pessoas (dentre os quais, 4 famosos cartunistas internacionais) e ferindo outras 11. A cassada da polícia francesa contra estes manifestantes e terroristas terminou na morte dessas escórias humanas e lá - felizmente - não apareceu nenhum grupo de "direitos humanos" para dizer que a polícia foi severa e para defender anarquistas e criminosos em detrimento de pessoas que tentam honestamente fazer seu trabalho de informar, parte essencial da vida de uma sociedade democrática.

Aqui no Brasil, a atividade do jornalismo parece ser tranquila, mas dados internacionais mostram que nosso país é o quarto mais perigoso do mundo para essa atividade. Profissionais da imprensa são constantemente agredidos, ameaçados e até MORTOS em suas atividades.

O governo petista vem tentando desde a época de Lula, arrumar um jeito de tentar calar ou fazer um controle "financeiro" da imprensa, dando benesses àqueles que "seguirem sua cartilha, pensamentos e aprovarem seus atos". Vemos isso inclusive abertamente em nossa cidade, onde infelizmente vários veículos venderam suas almas ao pensamento governamental e em várias situações ficaram meses sem receber mas tiveram que se calar para não perder tudo o que teriam de direito mas não os foi entregue conforme o combinado. Para aqueles que não fazem parte do "esquemão", retaliações, agressões verbais, ameaças e até mesmo agressões morais e físicas já aconteceram, como no caso do jornalista do Itaipuaçu Site, que foi colocado para fora de um comício do Partido dos Trabalhadores por sugestão do prefeito de Maricá, conforme vídeo feito pelo próprio jornalista agredido.

O fato que aconteceu com Mauro Luis é grave e preocupante. Mostrar fatos, fazer notícia, informar está ficando cada vez mais perigoso em Maricá. Mauro foi covardemente agredido por um grupo de adolescentes meliantes que estavam "curtindo a noite" em um local que tem sido fonte constante de reclamações por frequentadores de outras casas ao redor e por famílias que passam pelo local.

Além de agredido, Mauro teve um de seus aparelhos de trabalho furtado.

Temos a certeza que as investigações da 82 DP levarão os criminosos a responder pelos seus atos, mas não queremos ninguém preso - justamente - pelos atos repugnantes que tenham cometidos. Queremos sim, uma imprensa livre, na forma de trabalhar, na forma de falar, na forma de informar. Esperamos que os BERZOINES que passam pela nossa existência e que também fazem uma espécie de TERRORISMO MENTAL, sejam afastados da nossa sociedade e deixem a imprensa fazer o seu papel junto a população: INFORMAR!

Nós somos o quarto poder e estamos verdadeiramente junto ao povo, fato que nem sempre acontece com os outros três poderes.

Pery Salgado representante do Sindicato dos Jornalista do Estado do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Imprensa.

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