Quanto vale a vida?

Texto de Paulo Roberto Ardila - Parece que na RJ-106, na altura do município de Maricá, vale apenas o conforto das pessoas que vão passar o carnaval na região dos lagos e não podem perder seu tempo nos engarrafamentos. No momento em que são adotadas medidas para coibir o excesso de velocidade com multas mais pesadas e operação Lei Seca, aparece um “Rei Momo” e decreta que seus súditos não podem sofrer qualquer contratempo em suas viagens e manda desligar os radares.

Radares desligados na RJ-106
(Foto: Paulo Roberto Ardila)
Para ele, não importa se pedestres, durante este período, terão de cruzar a pé esta mesma rodovia, que por sinal corta várias áreas urbanas, onde há constantes manifestações da população local exigindo a instalação de passarelas, ou de motoristas que transportam suas famílias tentando conduzir seus veículos em velocidade considerada segura, sejam acossados por outros que, onde não há radares, se sentem pilotos de fórmula 1 em busca do pódio.

Quando se fala que os radares móveis ou fixos não passam de caça niqueis, surgem logo defensores que alegam que eles existem para preservar a vida. Então, quanto vale a vida durante o reinado de Momo? Absolutamente nada. Momo declara aberto não só o carnaval, como também a temporada de caça. Deus nos proteja.





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