quarta-feira, 4 de março de 2015

Aneel avalia caso da Ampla e pode multá-la em R$ 50 milhões

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou nos últimos dias a fiscalização dos serviços prestados pela Ampla, concessionária que abastece a Região Metropolitana e praticamente todo o estado. A ação foi motivada pelos recorrentes problemas de demora no restabelecimento da energia ocorridos no último mês de fevereiro, nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Magé e Maricá. Caso fique constatado que a concessionária é responsável pelas interrupções de abastecimento e demora no restabelecimento de energia, a empresa pode pagar multa superior a R$ 50 milhões.

De acordo com a Aneel, o processo de fiscalização da Ampla ocorre de forma sigilosa e só se torna público após a emissão do auto de infração. Se realmente for comprovada a culpa, a empresa pode receber multa de até 2% do faturamento anual, de aproximadamente R$ 2,5 bilhões (valores referentes ao período de janeiro a setembro de 2014, registrados pela concessionaria como receita de fornecimento de energia).

Reajuste

No Rio, os consumidores da Light já sentirão no próximo mês um aumento de até 50% na conta, ocasionado pelo reajuste de 22% anunciado na segunda-feira, outro de 19% no fim do ano passado e mais a elevação dos valores praticados pelo sistema de bandeiras. Na área de abrangência da Ampla ocorrerá o mesmo, mas os consumidores só terão real noção do aumento no dia 15. Mas se os aumentos foram consequência da crise hídrica, por que aumentar as tarifas na Região Metropolitana, que recebe água do sistema Imunana-Laranjal?

De acordo com a Aneel, o sistema elétrico brasileiro é interligado, ou seja, as concessionárias compram energia para distribuir ao consumidor final de diversas fontes (térmicas, hidrelétricas, etc) de diversas usinas. Dessa forma, o sistema funciona como um todo e, por isso, esse aumento extraordinário será aplicado para todas as concessionárias, pois a condição hidrológica está desfavorável em todo o país, o que afeta a compra de energia e o caixa das distribuidoras.

“Esse sistema interligado é ótimo para todo o país, pois, quando temos o acúmulo de água em determinado reservatório ou rio, esse recurso não é perdido. Ele é transmitido e distribuído para diversos estados brasileiros. O ponto negativo é que quando há um problema, como acontece atualmente, todos somos afetados”, explicou o professor do departamento de engenharia elétrica da Universidade Federal Fluminense (UFF), Geraldo Tavares.

Ampla na justiça

O Procon Estadual instaurou no último dia 19 processo administrativo contra a Ampla devido a falha no fornecimento de energia elétrica em Niterói, São Gonçalo e Maricá no dia 15 de fevereiro, durante o Carnaval. Com a interrupção houve parada do sistema Imunana-Laranjal, responsável pela distribuição de água nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e na Ilha de Paquetá. Dois dias após o ocorrido, os postos de atendimento do Procon receberam diversas reclamações de consumidores residentes nessas cidades informando que ainda permaneciam sem energia. Na manhã de ontem, o Procon informou que aguarda a defesa da concessionária, que ainda está no prazo.







1 comentários:

Denuncia Marica disse...

Deveriam agora investigar a corrupção no TJRJ na sessão de Maricá.. A Empresa AMPLA serviços faz a festa com a compra de funcionários e sentenças

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