Obras para despejo de rejeitos químicos no mar de Itaipuaçu estão em andamento

Em Itaipuaçu, distrito do município de Maricá, o duto do emissário terrestre/submarino do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) avança sob a Rua Sessenta e está a uma quadra do ponto do "furo direcional" junto a praia de Itaipuaçu.

Há cerca de poucos meses, a empresa responsável pelas obras, OAS, teve de paralisar os trabalhos por conta das denúncias de corrupção na Operação Lava Jato, deflagrada em 2014, e que investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras e políticos.

Base de operações da Petrobras na
orla da Praia de Itaipuaçu
(Foto: Marcelo Bessa / IS) 
As obras, que começaram em 2012, vêm se arrastando desde então também por falta de licença ambiental. Segundo informações, a Petrobras possui autorização para construir o emissário, mas ainda não há licença para despejar os rejeitos químicos no mar.

Plataforma para montagem do
emissário submarino
(Foto: Marcelo Bessa / IS) 
Apesar de tudo isso, a Petrobras montou um centro de operações na orla da Praia de Itaipuaçu e continua tocando a obra. Há também informações de que, diariamente, mergulhadores saem de barcos de pescadores na altura do Quiosque Sobre as Ondas, próximo à Rua 1, com destino a uma plataforma situada a cerca de dois quilômetros da costa para montarem os dutos submarinos.

Gerhard Sardo
De acordo com o morador e ativista ambiental, Gerhard Sardo, a obra da Petrobras vai despejar diariamente toneladas de rejeitos químicos no mar de Itaipuaçu e ocasionará gravíssimas sequelas para o ambiente marinho da região.










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