segunda-feira, 27 de abril de 2015

Pacientes vivem domingo caótico com mau atendimento na UPA de Inoã, em Maricá

Devido a lotação na sala de espera, pacientes aguardam atendimento do
lado de fora, na UPA de Inoã. (Foto: Marcelo Bessa / Itaipuaçu Site)

A UPA de Inoã, no município de Maricá (RJ), construída e inaugurada pelo governo do estado em setembro de 2012 e desde então administrada pela Prefeitura de Maricá, teve um dia agonizante para os pacientes que precisaram de atendimento médico neste domingo (26).

Pacientes perdem a paciência na sala de espera da UPA de
Inoã, após esperarem atendimento por cerca de cinco horas
(Foto: enviada por internauta via Facebook) 
Na sala de espera lotada, com aproximadamente 80 pacientes, nossa equipe encontrou pessoas aguardando por cerca de 5 horas para serem atendidas. Todos reclamavam da demora dos médicos, principalmente no período de almoço, entre 11 e 15 horas, quando apenas dois dos cinco consultórios faziam atendimento (às vezes somente um deles), sendo que havia idosos e até bebês esperando consulta por quase seis horas.

O clima no local ficou tenso com a chegada da nossa reportagem por volta das 13h, após denúncia de uma paciente, amiga particular do editor do ITAIPUAÇU SITE, Marcelo Bessa (que esteve pessoalmente no local), e que aguardava atendimento desde as dez horas da manhã.

Num determinado momento, uma suposta diretora da unidade tentou intimidar o repórter dizendo-lhe que ele não tinha autorização para tirar fotos e nem fazer filmagens e que se ele quisesse obter alguma informação que procurasse a administração. Sem se deixar intimidar pela funcionária meio loira, muito branca, de estatura baixa, olhos claros e que não quis se identificar, o repórter continuou com o seu trabalho e em seguida dirigiu-se até a administração, juntamente com outros pacientes, para as devidas explicações, mas foram impedidos por um guarda de segurança que pediu-lhes que aguardassem na sala de espera até a chegada do responsável pelo setor, que efetivamente não apareceu.

A essa altura, por volta das 15h, os pacientes, já mortos de fome e cansaço, iniciaram um pequeno protesto. Minutos depois, uma senhora começou a gritar desesperada ao ver seu marido tendo um início de convulsão devido a uma súbita queda de pressão. Segundo informações, o paciente, identificado como Carlos Eduardo, estava com a pressão baixíssima (6/4). Depois de muito barulho, ele acabou sendo atendido e teve de ser internado no CTI. Somente às 17 horas, os ânimos se acalmaram e os atendimentos começaram a normalizar, porém muitos pacientes já tinham ido embora sem serem atendidos. De acordo com outras informações, a noite anterior, no sábado, também foi caótica: Muita gente e poucos médicos.

Confira a seguir, um trecho do vídeo, devidamente autorizado, gravado no instante em que o Sr. Carlos Eduardo passou mal. A gravação foi interrompida por seguranças, por ordem da administração, e tentaram inclusive confiscar nossa câmera, mas não conseguiram. Ordenaram então que o material gravado fosse apagado. Não apagamos, pois entendemos que não deve haver ilicitude em divulgação de imagens que abordam fatos de interesse público. Vale ressaltar que não existe, em nenhum setor de acesso público naquela unidade, avisos ou cartazes proibindo fotografar ou filmar. Encontramos, porém, apenas um aviso com tal proibição pregado em uma parede numa sala de acesso restrito.










1 comentários:

Anônimo disse...

QUAQUÁ TÁ RINDO DE VCS. ELEGERAM O CARA, AGORA FICAM RECLAMANDO.

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