quarta-feira, 24 de junho de 2015

Médico do hospital de Maricá faz encaminhamento confuso e paciente não consegue fazer exames

Os pacientes e moradores do município de Maricá, localizado na região metropolitana do Rio de Janeiro, há tempos sentem os efeitos da falta de preparo de alguns profissionais da rede municipal de saúde. Há cerca de duas semanas, no dia 8, o médico do hospital Conde Modesto Leal um médico determinou um encaminhamento para exames a uma criança de apenas 8 anos de idade.

A mãe da paciente, Thais Moraes, diz que quando foi no Centro de Imagem para solicitar o exame, a uma funcionária informou que o médico fez pedido de consulta com um dermatologista e não ao cardiologista. No mesmo instante, outro funcionário, ao ver o encaminhamento, também confirmou o equívoco.

Segundo Thais, sua filha sofre de miocardiopatia dilatada, conhecida como a doença do coração grande, que é uma doença do músculo do coração, a qual impede o bombeamento de sangue adequado para o corpo. Essa condição leva à dilatação do ventrículo esquerdo e a consequências como arritmias, coágulos de sangue e até morte súbita.

No entanto, segundo outras informações, o que consta na receita é encaminhamento "decardiologia", o que deve ter causado toda a confusão.

A doença

De acordo com cardiologistas, a miocardiopatia dilatada ou 'coração grande' é uma das indicações principais para transplante de coração. No mundo todo, em torno de 40% dos casos são hereditários. Mas não há uma única possível causa para o coração grande . Pode-se estabelecer, entre as principais origens da condição, a carga genética, infecções (vírus e parasitas podem agredir o miocárdio, como é o caso da doença de Chagas), doenças autoimunes, consumo excessivo de álcool, medicamentos (quimioterápicos, corticoides) e exposição a toxinas como chumbo, mercúrio e cobalto. Além dessas condições, alguns distúrbios hormonais, como a obesidade mórbida, o diabetes melito e os distúrbios da glândula tireoide podem provocar uma miocardiopatia dilatada. Na América Latina, inclusive no Brasil, a doença de Chagas, que compromete o sistema cardiovascular, encontra-se entre as principais causas para o chamado coração grande.

Sintomas

A dispneia (dificuldade respiratória durante exercícios físicos) e a fadiga (cansaço fácil) estão entre os primeiros sintomas da miocardiopatia dilatada. Nos casos em que o coração grande decorre de uma infecção, os sinais iniciais podem incluir febre súbita. Independentemente da origem do problema, a frequência cardíaca se eleva, a pressão arterial fica entre normal e baixa e costuma ocorrer retenção de líquidos nos membros inferiores.

Durante o exame médico, fechamentos valvulares inadequados podem produzir sopros cardíacos, os quais podem ser auscultados pelo estetoscópio. Arritmias cardíacas também podem ser detectadas com a lesão do miocárdio.

Para obter um diagnóstico da doença, o médico analisa os sintomas relatados pelo paciente, realiza um minucioso exame físico e solicita diversos exames.

O eletrocardiograma pode apresentar alterações cardíacas, a radiografia do tórax revela aumento da área do coração e o ecocardiograma gera uma imagem que pode se tornar o principal elemento da verificação da miocardiopatia dilatada. Por fim, a ressonância magnética, o cateterismo cardíaco também são instrumentos importantes para a obtenção do quadro mais amplo da doença.

Tratamento

O coração grande é a condição para a qual mais se recomenda o transplante cardíaco. Ou seja, o prognóstico não é bom na maioria dos casos. E piora à medida que as paredes cardíacas tornam-se mais dilatadas. Segundo especialistas da área, até 50% das mortes são súbitas, decorrentes de arritmias cardíacas.

Em geral, independentemente da causa constatada, os pacientes que sofrem com miocardiopatia dilatada precisam utilizar vários medicamentos (diuréticos, vasodilatadores, entre outros) para prolongar a expectativa de vida.

Para pacientes com arritmia cardíaca, são recomendados anticoagulantes. Já pacientes com sintomas severos, dependendo do caso, podem necessitar de marca-passo e de desfibrilador automático implantável (o qual identifica a arritmia e aplica descargas elétricas automaticamente). Mesmo assim, é possível que a causa específica do coração grande não possa ser tratada. Muitas vezes, isso significa, com prazos variáveis, que a insuficiência cardíaca levará à morte do paciente se ele não realizar a cirurgia para o transplante de coração. (Fonte: Doutíssima)

Nota do editor

Devido a dificuldades de comunicação com a Prefeitura de Maricá, Secretaria Adjunta de Educação e direção do hospital Conde Modesto Leal, o ITAIPUAÇU SITE desde já abre o seu espaço para que tais órgãos respondam às denúncias expostas nesta reportagem.





2 comentários:

Anônimo disse...

Ou é descaso ou má vontade de ambas as partes, apesar de o médico escrever como um semianalfabeto dá pra ver que não é caso de dermatologia. Um não sabe escrever, o outro não sabe ler.

Anônimo disse...

Esse hospital de Maricá é uma vergonha!

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