quarta-feira, 15 de julho de 2015

Farra com dinheiro público na educação, em Maricá: Escola com "contêineres" volta a ser tema na TV

Mais uma vez, a equipe do programa Balanço Geral, da TV Record, esteve no distrito de Itaipuaçu, em Maricá, para mais uma reportagem sobre a Escola Municipal Mata Atlântica, cujos alunos estudam dentro de salas improvisadas em 5 "contêineres" alugados pela prefeitura por 4 meses ao custo de R$ 259.200,00. Assista ao vídeo: 



Prefeitura enganou a todos! Confira a verdadeira história da Escola Municipal Mata Atlântica


Por Marcelo Bessa - No início de 2010, a prefeitura entrou em contato com o proprietário do imóvel, Sr. Paulo Roberto Neves e propôs alugá-lo pelo período de 1 ano, sob o pretexto de atender emergencialmente os alunos da Escola Municipal Professor Ataliba que havia sido interditada por motivo de um deslizamento ocorrido alguns meses antes. Alegou também que a verba do aluguel seria proveniente do FUNDEB e que "não haveria nenhuma possibilidade de atraso nos pagamentos e que o imóvel seria devolvido no prazo estabelecido, com o mesmo estado de conservação, conforme havia sido locado."

Todavia, findado o prazo, sem nenhum aviso prévio, a prefeitura desapropriou o imóvel. O então ex-proprietário só tomou ciência do fato através do JOM (Jornal Oficial de Maricá) semanas após a desapropriação. Depois de várias tentativas de acordo com o então secretário de Educação e atual vice-prefeito, Marcos Ribeiro, o caso foi parar na justiça (PROCESSO NO 0000532-56.2012.8.19.0031). No início de 2012, dois anos depois, Paulo Roberto acabou sendo lesado com o recebimento de uma ínfima indenização (confira este fato clicando aqui).

Nesse mesmo ano, em agosto, a prefeitura anunciou a construção de uma nova escola, de tempo integral no local.Tal anúncio englobava também reformas em outras unidades da rede de ensino no valor de mais de R$ 2 milhões. Segundo o anúncio, o projeto previa educação para mais de 500 alunos do infantil ao 4º ano do ensino fundamental em 2 turnos, 24 salas de aula, 8 creches, salas de professores, refeitório, padronização das salas de aula com janelas de alumínio, espaço de lazer e quadra de esportes.

Mas tudo não passou de mais uma mentira. Nada foi feito e a verba "caiu no esquecimento". No lugar da nova escola, 5 contêineres foram alugados provisoriamente pela "bagatela" de RS 259.200,00, por um prazo de 120 dias para a construção de uma nova escola.

De acordo com o sindicato dos professores esse prazo já está expirando e até agora nenhum tijolo foi assentado.





1 comentários:

Anônimo disse...

Não tem o menor interesse em melhorar a educação. Os votos do Quaquá vem dos que estudaram menos. Se melhorar o nível cultural da população de Maricá perde o curral eleitoral.

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