segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Em Maricá, três pessoas são presas suspeitas de extração ilegal de areia

Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), três pessoas foram presas neste domingo (30) em flagrante suspeitas de extrair areia ilegalmente em Maricá, no litoral norte da região metropolitana do Rio, nas proximidades do km 17, da Rodovia Amaral Peixoto. Durante a ação, duas balsas e um trator que davam suporte para a atividade foram apreendidos. Os suspeitos não possuíam licença ambiental para exercer a extração.

Os três foram encaminhados para a 82ª DP e serão indiciados por lavra não autorizada com pena de até um ano e por crime de posse de matéria-prima da união, que prevê até cinco anos de prisão, além de multa administrativa que varia de cinco mil a um milhão de reais.

(Com informações do G1)

Prática antiga

Marcelo Bessa | Itaipuaçu Site - Em Maricá, a prática de extração e roubo de areia é bem antiga, com participação até de políticos da região. Segundo informações, muitos ficaram ricos com essa atividade.

No distrito de Itaipuaçu, local paradisíaco, desde os anos 50/60 a extração ilegal é praticada escancaradamente devido à qualidade da areia da praia que era vendida para fábricas de cristais e empresas especializadas em jateamento em cascos de navios.

Moradores antigos são testemunhas desses crimes ambientais. Um deles, que há décadas mora uma casa no alto do Jardim Atlântico, possui um grande acervo fotográfico inclusive com fotos comprometedoras de um certo "ex-prefeito" flagrado dando cobertura à ação dos criminosos, na praia.

"Tive de guardar a foto durante anos, e a sete chaves. Se não, eu já não estaria vivo", comentou o antigo morador, hoje com 78 anos.

Lagoa da Costa Verde
Um outro caso interessante de roubo de areia é o da lagoa da Costa Verde, atrás do Barroco. Na época, há cerca de 40 anos, criminosos extraíram toneladas de areola do local, que era uma grande praça pública e, por suposta ganância, acabaram perfurando o lençol freático. Assim, nasceu a lagoa.

Recentemente, moradores do bairro que lutam por um projeto de revitalização no entorno da 'lagoa' esbarraram em muitas dificuldades junto aos órgãos ambientais que, por não conhecerem a verdadeira história, proibiram sua realização.

Lagoa Brava
Outro fato grave, que até hoje permanece em atividade, é a extração mineral na Lagoa Brava, próximo à estrada dos Cajueiros. De acordo com o Inea, a extração naquele local é legal. Porém, moradores da localidade têm percebido que, em alguns poços artesianos, a água está desaparecendo. Um deles, morador no local há treze anos, certa vez, comentou que seu poço havia secado e citou como um dos causadores a tal mineradora, que opera na extração bem atrás do seu condomínio, às margens da Lagoa Brava.

Antigamente, naquele local, as águas da chuva desciam para as lagunas e para o mar naturalmente através do rio Cassorotiba, deslizavam pelos cajueiros até a lagoa Brava e de lá drenavam pelo canal de São Bento até a Lagoa de Maricá. Atualmente, o rio Cassorotiba encontra-se dividido em três: rio Taquaral, rio Vigário e rio Bambu, mudando obviamente o curso natural das águas. O rio não cai mais na Lagoa Brava, que está secando, agonizantemente.






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