quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Moradora do "Minha Casa Minha Vida" de Itaipuaçu é sequestrada e estuprada

Uma mulher, moradora do condomínio Carlos Marighella, do programa "Minha Casa Minha Vida", localizado no distrito de Itaipuaçu, em Maricá, passou por momentos de terror na madrugada desta segunda-feira.

O fato ocorreu por volta das 4h, quando a mesma, a aproximadamente 30 metros da entrada do condomínio, foi abordada e sequestrada por dois homens que a puseram no interior de um carro, à força, e a conduziram até uma casa no bairro de Inoã, próximo à UPA, e a estupraram.

Segundo relatos da moradora, ela chegava do trabalho e a poucos metros da entrada do condomínio, na esquina de uma rua transversal sem saída, um homem negro, alto e mal encarado se aproximou, agarrou seu braço e a puxou, levando-a à força até um carro vermelho (supostamente um gol) que estava estacionado no final da tal rua sem saída. Ao entrar no veículo, reparou que havia mais um comparsa - um homem branco e magro.

Nesse instante, uma outra moradora que saía do condomínio naquele momento, viu a ação do bandido, voltou e alertou o segurança que pegou um carro e saiu atrás dos meliantes, porém sem sucesso. Os bandidos já haviam fugido com a moradora.

Ainda de acordo com os relatos da vítima, os criminosos a levaram para o interior de uma casa localizada próximo à UPA, no bairro de Inoã. Segundo ela, era uma residência de dois pavimentos com muito mato alto na frente.

"No caminho, eles disseram que haviam fugido de uma cadeia em Niterói", informou mais tarde a moradora.

No interior da tal casa, a mulher foi agredida e estuprada pelos dois bandidos diversas vezes. Até que, com o dia já claro, eles enrolaram uma toalha em sua cabeça, puseram-na de volta no mesmo carro e saíram em direção a rodovia RJ-106. Durante o percurso, ela ouviu os dois criminosos discutindo sobre o seu destino.

"Vamos matar? Mato ou não mato? Vamos matar...melhor matar ela! Não, não vamos matar não..."

A mulher, apavorada, acabou sendo deixada numa ladeira de chão batido sem a mínima noção de onde estava. Minutos depois, encontrou com um senhor que transitava no local numa bicicleta e perguntou em que lugar ela estava. O homem disse que ela estava em São José do Imbassaí.

Assustado com a aparência horrível da mulher, que estava suja e toda machucada, comentou com ela:

"Estranho, você é a segunda mulher que encontro aqui nesse mesmo local e nas mesmas condições".

O homem, sensibilizado, ao saber que a mulher estava sem dinheiro para voltar pra casa, lhe deu R$ 10.

Ao chegar, finalmente, à porta do condomínio, o segurança, ao vê-la no estado em que se encontrava, perguntou:

__ Foi você que foi atacada mais cedo ali na rua?

__ Sim..., respondeu a vítima.

__ Vai pra casa descansar, vai..., respondeu o guarda.

Segundo informações, uma outra mulher já havia sido sequestrada nas proximidades do "Carlos Marighella".

O caso foi registrado na 82ª DP.




3 comentários:

Anônimo disse...

Muito Estranho... Parece uma manobra orquestrada para que seja imposta a contratação de segurança privada. Com a grande quantidade de pessoas que moram ali o faturamento será alto. Alguém concorda, discorda? É uma tática muito usada antes das instalações desse tipo de segurança, também conhecida como milícias... atenção pessoal!!

Anônimo disse...

A polícia não está investigando o primeiro caso ? Pq aconteceu o segundo caso ?

Rose disse...

Muitas mulheres são provedoras de suas famílias, e têm que se deslocar de madrugada para suprir o pão de cada dia de seus filhos.
Como cidadãs que merecem respeito e dignidade, precisam ter segurança em seu ir e vir, porque precisam dar continuidade à sua honrosa missão.
Como cidadãs que pagam seus impostos, inclusive numa nação recordista em cobrança de impostos, merecem ter suas vidas resguardadas.
Até quando essa violência?
Por obséquio, respeito e dignidade para com as mulheres, que infelizmente, não estão sendo vistas com dignidade, e merecem total apoio de toda a sociedade.
Queremos, e com urgência, policiamento no Condomínio Carlos Marighella, dia e noite, e no entorno, pois essas mesmas mulheres, na maioria das vezes, não têm companheiros para protegê-las, e têm que caminhar solitárias de madrugada.

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