quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Avião bimotor, destroçado, é retirado d'água e será periciado

O avião bimotor que caiu numa lagoa próxima ao aeroporto de Maricá na última segunda-feira foi retirado da água no final da tarde desta quarta-feira por equipes do Centro de Prevenção e Investigação de Acidente Aéreo (CENIPA), com auxílio de Bombeiros da cidade.

Foto: Adryano Costa
A operação foi complexa e, desde a manhã, peritos estiveram no local preparando as condições de retirada da aeronave da água, que iniciou-se às 17h30 e terminou por volta das 20h. O bimotor foi retirado da lagoa em destroços. A fuselagem foi enviada para o aeroclube de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e os motores, para averiguação e perícia no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, SP. Lá, técnicos e engenheiros poderão avaliar se houve, realmente, falha em um dos motores, conforme suspeita-se.

Foto: Adryano Costa
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que já abriu um processo para apurar as denúncias do dono de uma escola de aviação situada no aeródromo da cidade, que afirma veementemente que veículos da guarda municipal permanecem com frequência sobre a pista de pouso do aeródromo, levando perigo às manobras de aterrissagem e decolagem das aeronaves.

Outra suspeita grave que deve ser investigada é em relação a uma suposta solicitação de emergência do comandante Louzada ao aeródromo, e que, segundo dizem, o mesmo teria sido negado pela prefeitura local. Caso a Anac identifique condutas deliberadas que possam causar riscos às operações aéreas do aeródromo, o resultado da apuração da agência poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal.

Comte. Adelmo Louzada
No acidente morreram o piloto e instrutor de voo, comandante Adelmo Louzada, de 31 anos, e o juiz de Direito  Carlos Alfredo Flores da Cunha, de 48 anos.

O corpo do magistrado foi cremado na tarde desta quarta-feira no Forno Crematório São Francisco Xavier, no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. O local de sepultamento de Adelmo ainda não foi divulgado. 

Juiz Carlos Alfredo Flores da Cunha 
Em nota pública, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) manifestou pesar pela morte do juiz. Carlos Alfredo Flores da Cunha ingressou na magistratura fluminense em 1993. Foi juiz da Regional da Capital, da 2ª Vara Cível de Bangu, da 3ª Vara de Família de Campo Grande e foi removido, por antiguidade e merecimento, no último dia 16 de setembro, da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca para a 5ª Vara de Órfãos e Sucessões. O magistrado tomou posse na mesma data e entraria em exercício no dia 1º de outubro, mas encontrava-se de férias e iniciaria as atividades na nova serventia em novembro.

Confira também:

http://www.itaipuacusite.com.br/2013/10/fatos-novos-revelam-que-pode-haver.html

1 comentários:

Anônimo disse...

Talvez, agora que morreu um colega juiz de direito, a justiça de segunda instância entenda como é perigoso manter no poder um criminoso.

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