Maricá: "Minha Casa, Minha, Vida", uma tragedia anunciada

Em poucas horas de chuva, o condomínio
fica alagado (Foto: Marcelo Bessa) 
MARCELO BESSA :: ITAIPUAÇU SITE - Devido à ganância de políticos ambiciosos, má gestão e expansão imobiliária desordenada em mandatos de vários prefeitos, hoje em dia, em Maricá, município situado na região metropolitana do Rio de Janeiro, há diversas construções em áreas que, em outras épocas, eram lagos ou lagoas. Entre essas obras, o condomínio Carlos Marighella do programa "Minha Casa, Minha Vida".

Enchente em 2010 no mesmo local
em que 3 anos depois seria construído
o condomínio 'Minha Casa Minha Vida'
(Foto: Divulgação / Google)
Ao longo dos últimos 30 anos, 4 enchentes deixaram centenas de desabrigados em Maricá (1983, 1988, 2005 e 2010). Na enchente de 2010, de maior gravidade, no local conhecido como "Reserva Verde", em Itaipuaçu, todas as casas ficaram submersas. No dia 6 de abril daquele ano a Prefeitura de Maricá decretou estado de emergência em todo o município.

Mesmo assim, em 2013, apenas três anos depois, no exato local, a prefeitura, em parceria com o governo federal, sugeriu e autorizou a construção de 1472 apartamentos divididos em 184 prédios, do programa "Minha Casa, Minha Vida", para famílias de baixa renda.

Festa de inauguração do 'Minha Casa,
Minha Vida' (Foto: Marcelo Bessa)
Em 3 de agosto de 2015, a presidente Dilma Rousseff, ao lado do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, inaugurou o condomínio Carlos Marighella, no que parecia ser um grande palanque eleitoral.

Oportunista, Quaquá, que também era e ainda é presidente regional do PT, e que, assim como Dilma estava num "mato sem cachorro" enfrentando vários problemas com a Justiça e com a própria insatisfação popular, tendo até sido agredido na rua por um cidadão, tratou de armar um "circo" com toda sua militância.

Moradores, sem água, carregam baldes
(Foto: Marcelo Bessa)
Porém, assim que as unidades foram entregues, em poucas horas surgiram os primeiros problemas. Os moradores, ainda em plena mudança, ficaram sem água por falta de fornecimento. Quando a água chegou, os encanamentos estouraram. Foram semanas de reparos mas não adiantou muito, pois os vazamentos continuaram.

Encanamentos estourados
(Foto: Marcelo Bessa)
Nos primeiros dias de chuva, surgiram goteiras e rachaduras nos apartamentos até que, no início deste ano, no dia 23 de janeiro, choveu ininterruptamente durante 24 horas. O rio Bambu, que passa ao lado do condomínio, transbordou e causou uma grande inundação. A água invadiu alguns apartamentos.

Mas, nesta segunda-feira (29/2), bastaram apenas poucas horas de chuva para que o rio Bambu transbordasse novamente. Desta vez, a água encheu todo o condomínio e invadiu todos os apartamentos térreos causando pânico e prejuízos aos moradores. Muitos abandonaram seus apartamentos e foram se abrigar em casas de amigos e parentes.

Baixada Itaipuaçu

Historicamente, tal localidade sempre foi alagadiça. Alguns relatos dão conta de que toda aquela área já foi uma enseada; depois virou lagoa. Aterrada, acabou se transformando num brejo. Nos tempos dos Beneditinos, o local era conhecido como "chavascal".

Confira a seguir as fotos da inundação do condomínio Carlos Marighella, na noite desta segunda-feira (29):






(Fotos: Marcelo Bessa / Itaipuaçu Site)



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